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Ibama apóia bioprospecção

A Crítica-Manaus-AM
23 de Mai de 2003

Biopirataria é um dos problemas da fauna brasileira

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é o mais novo parceiro do Sebrae Amazonas na terceira edição do Amazontech, a ser realizado em Manaus, entre os dias 24 e 27 de setembro, e que discutirá a questão da bioprospecção voltada ao desenvolvimento sustentável da região amazônica. A parceria foi firmada ontem, durante encontro do superintendente do Sebrae-AM, José Carlos Reston, com o presidente do Ibama, o amazonense Marcos Barros.

Durante a conversa, Barros ressaltou a importância do evento e da necessidade de discussão da bioprospecção, como instrumento de desenvolvimento sustentação e de combate à biopirataria. Ao aceitar o convite para participar do III Amazontech, o presidente do Ibama afirmou que "o Sebrae está nos dando a oportunidade de estar perto de parceiros importantes para mudarmos a cara do Ibama, para nos mostrar e para aprendermos". "Estamos orgulhosos de ter sido convidados para participar do evento, importante para o desenvolvimento da Amazônia", completou Marcos Barros. O Ibama deve participar do evento como expositor, apresentando a "lenha ecológica", espécie de briquetes prensados feitos a partir de resíduos de madeira.

No encontro, realizado na sede do Ibama em Brasília, também foi levantada a importância do fortalecimento da Amazônia, não apenas no Brasil, mas no âmbito da América do Sul, com maior proximidade da comunidade acadêmica dos chamados países amazônicos, entre eles Equador, Colômbia, Suriname, Venezuela e Bolívia. Para Reston, "a Amazônia tem que ser dos sul-americanos". Assim, a região ficaria fortalecida face ao interesse dos Estados Unidos e países europeus no potencial econômico da região, que tem a maior biodiversidade do mundo.

A reunião também foi importante para garantir a participação efetiva do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que apresentará seu sistema, não apenas como expositor, mas como integrante dos seminários que ocorrerão paralelo à exposição de produtos e projetos desenvolvidos pelos estados amazônicos - além dos Estados do Norte, Maranhão e Mato Grosso.

A expectativa do superintendente do Sebrae-AM para esta terceira edição do Amazontech - que se insere no nova agenda do País, voltada para o fortalecimento do conhecimento, da inclusão social, do desenvolvimento sustentável e da integração regional - é de um movimento financeiro da ordem de R$ 30 milhões, com a participação de 100 expositores.

Secretário conhece o projeto

O superintendente do Sebrae/AM, José Carlos Reston também esteve reunido com o secretário-adjunto de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, Marcus Flora, para apresentar o projeto do III Amazontech. No encontro, Flora prometeu apresentar o projeto para o coordenador do grupo de gestão estratégica do Governo Federal, Glauco Arbix, para ser absorvido em estudo sobre desenvolvimento sustentável da Amazônia. Marcus Flora também afirmou que estará empenhado em levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Manaus, durante o evento em setembro.

Além do Ibama, apóiam o III Amazontech, promovido pelo Sebrae Amazonas, o Sebrae Nacional, a Embrapa e o Governo do Estado do Amazonas. A primeira versão do evento ocorreu em Roraima. A segunda, no Acre, e a quarta será sediada pelo Sebrae Mato Grosso. Há a intenção de ampliar o evento para outros países da fronteira amazônica. O evento envolve desde a exposição de produtos da região a tecnologias voltadas para a transformação em negócios as potencialidades locais.

Deputado discute parcerias

O presidente da Comissão da Amazônia e do Desenvolvimento Regional, Átila Lins (PPS-AM), reuniu-se com os embaixadores do Suriname, Equador e Colômbia para discutir a participação dos países vizinhos na "Amazontech 2003 - Novos Rumos para a Ciência e Tecnologia e Negócios Sustentáveis", que acontecerá, de 24 a 27 de setembro, em Manaus. As informações são da assessoria do parlamentar.

Também participaram da reunião representantes dos demais países que fazem fronteira com a região amazônica: Peru, Bolívia, Guiana e Venezuela, além do Itamaraty, do Sebrae e Empresa Brasileira e Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo Lins, um dos objetivos da exposição é contribuir para elevar o nível de competitividade do setor produtivo da Amazônia. "Ela também dará visibilidade às atividades desenvolvidas em ciência e tecnologia pelos institutos e universidades locais ao enfocar o agronegócio com sustentabilidade ambiental como uma das formas para promover a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar social da população da Amazônia".

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