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Ibama aplica R$ 11 milhões em multas por crimes ambientais no Amazonas

Portal Amazônia - http://www.portalamazonia.com.br
Autor: Carlos Eduardo Pessoa
03 de Nov de 2011

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) já aplicou mais de R$ 11 milhões em multas por crimes ambientais no distrito de Santo Antônio do Matupi, no quilômetro 108 da rodovia transamazônica, no Amazonas. A fiscalização contra extração ilegal de madeira e desmatamento na área faz parte da Operação Guaricaya, deflagrada na última segunda-feira (31).

O órgão já apreendeu cinco caminhões e três tratores em madeireiras localizadas na comunidade do Matupi. Ainda não há informações sobre quantidade de madeira apreendida e pessoas presas na operação. A operação Guaricaya envolve agentes do Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Chico Mendes, Ministério da Defesa, Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

O vilarejo com pouco mais de dez mil habitantes é o maior polo de madeira do Amazonas e está localizado, em Manicoré (a 332 Km de Manaus), entre os municípios de Apuí e Humaitá, a 455 e 680 quilômetros da capital respectivamente. O objetivo da operação é desestabilizar exploradores de madeira ilegal com a apreensão de maquinário. Pelo menos 40 madeireiras atuam no local, sendo metade de forma clandestina. Outras apresentam irregularidades no transporte de madeira sem documento de origem florestal (DOR).

Segundo o superintendente regional do Ibama, Mário Sérgio Reis, a tendência de aumento do desmatamento na região levou o órgão a deflagrar a operação. "Temos um trabalho que indica que a área desmatada hoje no estado já é suficiente para comportar todo o rebanho e inclusive aumentar o rebanho existente, basta que se invista em tecnologia. Não há necessidade de avançar novamente na floresta. Os produtores que precisam avançar, que o façam de uma forma legalizada. No Santo Antônio do Matupi, o que nos preocupa é o avanço da exploração madeireira", lembrou.

Além da exploração ambiental, a operação apontou crimes como desmatamento, invasão de terras, assassinatos, tráfico de drogas, interceptação de veículos roubados, condições de trabalho análogas à escravidão e conflitos de terra. Atualmente, 95 pessoas estão envolvidas na operação, sem previsão para terminar. O aparato de fiscalização conta ainda com dois helicópteros, monitoramento de equipamentos via satélite e auxílio de uma delegacia itinerante da Polícia Federal.

O superintendente do Ibama criticou a ação do Estado na fiscalização de crimes ambientais na região amazônica. "É verdade que essas regiões são distantes, de difícil acesso, mas o Estado brasileiro tem que se fazer presente, em levar alternativas para aquela população. A regularização fundiária naquela região também precisa ser feita com urgência, para aqueles pecuaristas que querem trabalhar de forma regular. Há que se dar acesso a crédito, mas pra isso, eles precisam se regularizar e também investir em tecnologia no campo", destacou Reis.

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