CB, Política, 6
16 de Mai de 2006
Ibama acumula dívidas
No Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), importantes áreas para a atuação do órgão estão à beira de um colapso administrativo. No mês passado, a Coordenação Geral de Finanças do instituto mandou correspondência eletrônica informando que o Ibama devia quase R$ 1 milhão somente de aluguel dos helicópteros utilizados pela fiscalização. 0 contrato de locação das aeronaves foi assinado em janeiro deste ano com a empresa Helisul Táxi Aéreo, mas o governo ainda não honrou seus compromissos.
Situação parecida se repete no Amazonas. A chefe da Divisão Administrativo-Financeira do Ibama no estado, Adarcyline Rodrigues, também enviou correspondência eletrônica à coordenadora de finanças em Brasília informando que uma dívida de R$ 438 mil estava pendente. Outro apelo desesperado partiu do chefe da divisão financeira em São Paulo, Claudevan dos Santos. Ele pediu à coordenação em Brasília R$ 350 mil já classificados como "restos a pagar" desde dezembro e que até o mês passado estavam em aberto.
Estrutura ampliada
Casos parecidos se repetem no Acre - onde o Ibama acumula uma dívida de R$ 102 mil - e Paraná, estado onde o instituto deixou de pagar R$ 236 mil. Todos inscritos no item "restos a pagar" do orçamento do ano passado. 0 valor total no Ibama ultrapassa R$ 30 milhões. Mesmo sem capacidade para pagar o serviço que contratou, o governo decidiu ampliar ainda mais a estrutura administrativa do órgão, responsável pela execução da política de meio ambiente do governo.
0 decreto no 5.718 criou mais duas diretorias -a de Desenvolvimento Ambiental e a de Qualidade Ambiental, além das sete atuais. Também foram criados 80 novos cargos comissionados, passando de 580 para 660 as gratificações pagas para estes postos de confiança. Entre estes novos cargos está o de chefe de serviço no centro especializado de Brasília, Jonas Moraes Corrêa. Ele é presidente da Associação dos Funcionários do Ibama e liderou uma greve decretada na última quinta-feira para forçar o governo a cumprir antigos acordos salariais. Além do pouco dinheiro, o instituto concentra seus gastos na sede, em Brasília, onde enterra 52,04% do seu orçamento. (LR)
CB, 16/05/2006, Política, 6
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.