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Hidrelétrica pivô

O Liberal-Belém-PA
Autor: UBIRATAN DE AGUIAR*
25 de Jul de 2005

Pelo Decreto Legislativo no 788, de 13 de julho do corrente ano e publicado no Diário Oficial da União no dia 14, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, promulgou a liberação dos estudos e a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Vale do Xingu, em Altamira.

O projeto da hidrelétrica de Belo Monte gerou polêmica, muito embora seja de grande importância para o Pará e signifique progresso para a região do Xingu. Uma das manifestações contra aquela hidrelétrica partiu do Ministério Público, no Pará. As alegações dos procuradores contra aquela hidrelétrica eram as mais diversas, principalemte de que o meio ambiente sofreria grande impacto.

Mas o deputado Nicias Ribeiro foi eleito presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados e uma das suas primeiras providências foi tirar da gaveta o projeto, fazendo com que a Câmara dos Deputados aprovasse o Projeto de Decreto Legislativo autorizando os estudos e as obras de construção de hidrelétrica de Belo Monte. Aquele parlamentar merece aplausos, ele que afirma: "O Pará se consolidará como um Estado produtor de energia elétrica e que vai ao encontro das necessidades do Brasil, que, assim, exorciza o fantasma do blecaute de energia elétrica previsto para 2010".

O deputado Nicias Ribeiro está eufórico com a vitória, mas já estão aparecendo os que protestam, entre os quais os índios da região do Vale do Xingu, monitorados por religiosos estrangeiros que se intrometem nos problamas dos brasileiros, criando mais problemas, como foi aquele de Anapu, que resultou no assassinato da freira Dorothy, religiosa norte-americana que liderava movimentos contra madeireiros.

O Ministério Público Federal já demonstra menos reação, certamente porque está reconhecendo a importância daquela hidrelétrica para o Pará e para a Amazônia. O progresso, às vezes, exige sacrifícios, mas os índios que habitam o Xingu serão assistidos e não terão prejuízos. O que não é possível é que pela comodidade e ambição dos indígenas não se possa erguer uma obra que representa progresso para a região, em particular, e para o Brasil, em geral.

Espero, também, que as autoridades brasileiras aconselhem os religiosos estrangeiros, muitos dos quais são norte-americanos, franceses, belgas e holandeses, a não interferirem nos assuntos brasileiros e nem incentivarem os índios e nativos da região a reagirem com protestos e litígios contra as decisões da maioria, porque nenhum religioso brasileiro vai para os EEUU, França, Bélgica e Holanda interferir nos problemas daqueles países.

Se fôssemos considerar reações e protestos de pseudos prejudicados, não teria sido construída a hidrelétrica de Tucuruí, que hoje, está solucionando muitos problemas energéticos do Brasil.
Portanto, que se construa a hidrelétrica de Belo Monte.

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