OESP, Vida, p. A21
19 de Out de 2010
Há risco de fracasso em negociação de biodiversidade
Da mesma maneira que as negociações internacionais sobre o clima, que terminaram em um fiasco no ano passado em Copenhague, as conversações envolvendo a biodiversidade em Nagoya (a chamada COP-10) também poderão acabar em um impasse político - uma vez que a situação de inúmeros ecossistemas, em todo o mundo, piora a cada dia que passa.
O equivalente a 20% das 380 mil espécies de plantas do mundo correm risco de extinção, especialmente por causa da destruição do seu hábitat. Das 5.490 espécies de mamíferos, 1.130 estão ameaçadas de extinção e 70% da população de peixes corre perigo devido à pesca predatória.
Há oito anos, a comunidade internacional estabeleceu uma série de metas não obrigatórias para proteção da biodiversidade. A ideia era adotar uma ação no plano regional, nacional e internacional para reduzir decisivamente o ritmo de extinção das espécies. Mas pouquíssimas metas foram atingidas. Agora, a comunidade internacional pretende estabelecer novas metas - são 20 objetivos concretos mencionados no texto que vem sendo negociado. Outra meta é o acerto de uma estratégia assegurando que tais pontos estejam cumpridos em 2020. Os ambientalistas elogiaram as boas intenções contidas no documento, mas diversas passagens estão em parêntesis, indicação de que ainda não há consenso sobre o texto.
As negociações no Japão, contudo, não são tão difíceis quando as relacionadas ao aquecimento global. Por exemplo, ninguém nega que a perda da biodiversidade é um problema. Além disso, as negociações não devem ser carregadas de peso emocional como foi observado no debate sobre as mudanças climáticas.
OESP, 19/10/2010, Vida, p. A21
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101019/not_imp626647,0.php
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