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Guia reúne informações para facilitar doações a indígenas e quilombolas de AL na pandemia do novo coronavírus

G1 AL - https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2020/08/19/guia-reune-informacoes-para-facilitar-doa
Autor: G1 AL
19 de ago de 2020

"#CidadaniaCura" disponibiliza dados de instituições confiáveis e representantes das comunidades que precisam de alimentos, produtos de higiene e álcool gel.

O Instituto para o Desenvolvimento das Alagoas (IDEAL), uma entidade autônoma e voluntária, criou um guia que reúne informações para quem quer fazer doações a comunidades indígenas e quilombolas em situação de vulnerabilidade neste período da pandemia do novo coronavírus.

O "#CidadaniaCura" é uma espécie de lista telefônica com nomes, endereços, telefones e até dados bancários de representantes destes povos ou de grupos que promovem campanhas de doação de alimentos, produtos de higiene, álcool gel e outros produtos necessários.

O Distrito Sanitário Especial Indígena Alagoas e Sergipe (Dsei/AL/SE) reúne povos de 13 etnias. De acordo com o último levantamento, feito na sexta-feira (14), 170 indígenas já foram infectados por Covid-19 e três deles morreram.

Em Alagoas, há mais de 68 comunidades Quilombolas registradas. A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) afirma que uma pessoa morreu por Covid-19 na cidade de Batalha, no Sertão. A reportagem do G1 tentou contato com a Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes de Alagoas para saber dados sobre o número total de infectados e mortos, mas não obteve respostas.

O guia do Instituto Ideal disponibiliza dados e informações para o cidadão ter conhecimento das iniciativas realizadas dentro das comunidades e realizar doações. A iniciativa foi lançada neste mês e foi construída pela presidente do instituto e coordenadora do projeto, Isadora Padilha, a arquiteta e urbanista/designer Sandra Januário e o profissional de marketing Ronald Silva.

Isadora Padilha contou à reportagem do G1 que o guia é uma edição especial do Guia Geral que foi criado pelo instituto, com iniciativas solidárias alagoanas. Segundo ela, a ideia é dar visibilidade especial a essas iniciativas pois são comunidades que precisam ser fortalecidas com uma atenção maior por ser uma população vulnerável.

"O objetivo é dar visibilidade especial às iniciativas das/pelas comunidades indígenas e quilombolas do estado de Alagoas, com um material de credibilidade, porque elas precisam ser fortalecidas com uma atenção maior devido ao seu grau de vulnerabilidade. Acredito que a maior importância é apoiar essas comunidades tradicionais ajudando a dar visibilidade às suas demandas e a reverberar sua voz, especialmente nesse momento tão difícil que é a pandemia", disse Padilha.

As principais fontes para o guia foram a assessora e militante da cultura Keka Rabelo, e Synara Holanda, do Grupo de Pesquisas Nordestanças. As duas compartilharam diversas campanhas dessas comunidades.

Isadora contou que a iniciativa do guia e o próprio instituto são autônomos e sem vínculos políticos ou partidários, além da cartilha que é totalmente autônoma. Ela e a equipe se sentem felizes em poder contribuir com as comunidades.

"Nós estamos felizes de poder contribuir dessa forma, especialmente se o Guia sensibilizar a sociedade alagoana para ações efetivas", disse Padilha.

Desde o início da pandemia da Covid-19, mais de 25 mil indígenas de 146 povos originários do Brasil foram infectados, com mais de 600 mortos, segundo dados atualizados na segunda (17) pela Articulação de Povos Indígenas do Brasil (APIB). Já entre as comunidades Quilombolas no país, segundo dados da Conaq, foram 152 mortes e 4.102 infectados pela doença.

https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2020/08/19/guia-reune-informaco…

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