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Grupo suspeito ajudou senadora na campanha

OESP, Política, p. A4
02 de Dez de 2014

Grupo suspeito ajudou senadora na campanha

Nome escolhido por Dilma Rousseff para o Ministério da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) recebeu neste ano doações de uma empresa e de seu principal executivo envolvidos na Operação Terra Prometida, da Polícia Federal, que investiga esquema bilionário organizado por fazendeiros e empresários para a venda de terras destinadas à reforma agrária.
Segundo prestação de contas enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, Kátia Abreu recebeu R$ 350 mil da trading de grãos Fiagril, investigada no escândalo. Desse total, R$ 100 mil foram repassados para a campanha do filho, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que foi candidato à reeleição. Preso na operação, Marino Franz, presidente da Fiagril e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde (TO), também doou R$ 200 mil para a senadora. Ao todo, somando os recursos da empresa e de seu dono, foram repassados R$ 550 mil a Kátia Abreu.
A Operação Terra Prometida investiga ainda dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, do PMDB. Odair e Milton Geller estão presos desde a semana passada, quando foi deflagrada a operação da Polícia Federal que cumpriu 52 mandados de prisão de fazendeiros e integrantes do Incra, entre outros envolvidos. O próprio ministro foi citado por testemunhas, razão pela qual seu caso foi enviado para o Supremo. O esquema teria desviado mais de R$ 1 bilhão com a venda de terras da União. De acordo com a Polícia Federal, lotes que seriam destinados à reforma agrária eram negociados entre os acusados de operar o esquema. Um desses lotes pertenceria a Fiagril, de Marino Franz, empresa que também produz grãos, biodiesel e fertilizantes.
A assessoria da senadora disse que as doações foram declaradas ao TSE e que é natural ela receber contribuições de empresas ligadas ao setor produtivo. Em nota, a Fiagril disse que os fatos atribuídos à empresa e a Marino Franz são "infundados".

OESP, 02/12/2014, Política, p. A4

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