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Grupo faz ato na Sé em solidariedade a d. Luiz Cappio

OESP, Nacional, p. A15
07 de Dez de 2007

Grupo faz ato na Sé em solidariedade a d. Luiz Cappio
Movimentos sociais e religiosos distribuem manifesto contra transposição; bispo completa 10 dias de greve de fome

Moacir Assunção e Tiago Décimo

Na Praça da Sé, centro de São Paulo, barquinhos de papel e vasos representando os cinco Estados cortados pelo Rio São Francisco, além de orações e cânticos, exaltaram ontem o bispo de Barra (BA), d. Luiz Cappio, que completou dez dias de greve de fome contra a obra de transposição. O ato, que reuniu vários movimentos sociais, foi organizado pelos freis carmelitas e franciscanos nas escadarias da Catedral da Sé.

Um grupo de religiosos e voluntários ficou na praça jejuando em solidariedade a d. Luiz. O protesto começou às 6 horas e só terminou às 18 horas. "Nossa luta é pela vida, representada pelo rio. Queremos a revitalização e não a transposição, que não interessa aos pobres, e estamos dispostos a apoiar nosso irmão", disse o frei carmelita Marcos Melo.

Um abaixo-assinado contra a transposição também foi passado entre o público. Apesar das faixas, da barraca e das imagens do rio e do religioso em greve de fome, muitos não sabiam do que se tratava a manifestação. Um rapaz que passava pela praça disse a sua namorada, curiosa por causa do movimento, que era "um casamento".

GANDHI

Em Sobradinho (BA), d. Luiz recebeu o apoio do arcebispo de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, d. Itamar Vian. Em Feira de Santana, cerca de 300 fiéis participaram de caminhada em solidariedade ao bispo e contra a transposição.

D. Luiz disse se sentir bem, mas apresenta início de anemia e desidratação. Ele passou a ingerir cerca de 3 litros de soro caseiro por dia, seguindo recomendação do médico Rogério Leal, que o acompanha. Ele afirmou, ainda, que se inspira na resistência pacífica, promovida pelo líder indiano Mahatma Gandhi contra a ocupação inglesa em seu país, em 1932.

Esta é a segunda vez que o bispo faz greve de fome contra a transposição do São Francisco. Na primeira, em 2005, ficou 11 dias sem comer.

OESP, 07/12/2007, Nacional, p. A15

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