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Grendene usa brasilidade para exportar mais

Gazeta Mercantil
20 de mar de 2007

Grendene usa brasilidade para exportar mais

A Grendene dá mais um passo, hoje, em sua estratégia de internacionalização com o lançamento de Ipanema Gisele Bündchen como uma marca global. A companhia planeja usar a imagem da top model e a brasilidade como ferramentas para estimular as vendas externas da sandália de dedo. A expectativa é de que sejam exportados 1,5 milhão de pares em 2007.

Embora o produto já esteja nas prateleiras internacionais desde outubro, um evento hoje, em Madri, marca a chegada oficial de Ipanema Gisele Bündchen ao mercado externo. No quarto trimestre de 2006, aliás, foram comercializados 700 mil pares da sandália. Com o lançamento, a marca - vendida atualmente em cerca de 30 países - irá também para outros 30 mercados onde a Grendene já atua.

A nova marca vem atrelada ao projeto "Y Ikatu Xingu", que busca a recuperação e a proteção das nascentes e matas ciliares do rio Xingu. Os índios desta região, inclusive, foram responsáveis pelos grafismos nas palmilhas e nas laterais da sandália. De acordo com a Grendene, este é um trunfo para se diferenciar de sua concorrente Havaianas (SP Alpargatas). Segundo a gerente da divisão de relações com investidores da companhia, Doris Wilhelm, a idéia é agregar brasilidade e ligar a marca à imagem de Gisele Bündchen. "Este é o primeiro projeto com apelo sócio-ambiental para a Gisele e para a Grendene. A intenção não é só vender chinelo, existe um conteúdo por trás", diz.
Inicialmente, as sandálias serão vendidas por um preço de US$ 30 em lojas de departamento como El Corte Inglés, Galerias Lafayette e Kaufhof. Entretanto, a companhia informa que existe um potencial para a linha em 20 mil pontos-de-venda.

A marca Ipanema nasceu em 2001 para ampliar a presença da Grendene na categoria de chinelos e sandálias de dedo. No ano seguinte, a empresa fechou um contrato de licenciamento com Gisele Bündchen, o que deu visibilidade ao produto. De acordo com Doris, a marca é a segunda colocada neste segmento - atrás de Havaianas -, com cerca de 20% de participação.

Apesar de já exportar produtos da Rider, Grendha e Melissa, este é o segundo grande movimento da Grendene em torno de uma marca global. O primeiro ocorreu em 2005 com um reposicionamento de Melissa. Na ocasião, a companhia decidiu agregar valor ao calçado de plástico, fechando parcerias com estilistas e designers, além de optar por uma distribuição mais seletiva.

No ano passado, a empresa exportou, ao todo, 31,5 milhões de pares para 60 países. O faturamento bruto, por sua vez, somou R$ 1,39 bilhão, o que representa alta de 2,9% ante 2005.

Gazeta Mercantil, 20/03/2007

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