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Greenpeace quer Brasil em defesa do mogno

O Globo-Rio de Janeiro-RJ
04 de Nov de 2002

Um grupo de ativistas do Greenpeace começou ontem uma vigília no pátio entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura para pressionar o governo brasileiro a apoiar o endurecimento das regras internacionais sobre o comércio do mogno. O protesto se estenderá até o dia 15, quando se encerra a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, iniciada ontem em Santiago, no Chile.

O Greenpeace quer que os representantes do governo brasileiro endossem a proposta da Nicarágua de transferir o mogno do chamado anexo III para o anexo II da convenção. O anexo II impõe duras restrições ao comércio de espécies ameaçadas, como o mogno. Se o mogno mudasse de anexo, o governo brasileiro seria obrigado a adotar medidas mais rigorosas para a regulamentação da venda dessa madeira no país.

- A posição do Brasil é importante porque influenciaria os demais países da América Latina e até os Estados Unidos - disse Reinaldo Canto, assessor de imprensa do Greenpeace.

No início da vigília, os ativistas deram um abraço simbólico no tronco de um mogno plantado na Esplanada dos Ministérios. Eles também puseram no local do protesto um laptop à disposição de qualquer pessoa que queira enviar mensagens ao presidente Fernando Henrique Cardoso pedindo que o governo apóie a entrada do mogno no anexo II.

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