O Globo, O Pais, p.9
29 de Jun de 2004
Greenpeace denuncia sumiço de madeira apreendida pelo Ibama
SÃO PAULO E BRASÍLIA. O Greenpeace denunciou ontem que 48 mil metros cúbicos de madeira apreendidos pelo Ibama na região de Porto de Moz, no Pará, desapareceram. A apreensão foi feita no ano passado durante a Operação Verde Para Sempre, que mobilizou policiais federais e militares do Exército, a um custo de R$ 400 mil. De acordo com o Greenpeace, a carga estava avaliada em R$ 10 milhões.
O sumiço foi constatado no início deste mês depois que técnicos do Greenpeace receberam denúncias da comunidade e sobrevoaram a região.
Ao todo foram apreendidos 63,5 mil metros cúbicos de madeira, mas o Ibama não teve como fazer o transporte e acabou deixando parte da carga com quem derrubou as árvores, tornando-os fiéis depositários explicou Carlos Rittl, coordenador de campanhas do Greenpeace na Amazônia.
Greenpeace diz que desaparecimento é comum
Segundo ele, é comum o desaparecimento de madeira apreendida pelo Ibama. Rittl diz não ter certeza ainda se foram os próprios madeireiros, os empresários Elias Salame e Paulo Pombo, que roubaram a carga. O Ibama deixa a madeira no local da apreensão porque o volume de matéria-prima apreendida todos os anos é tão grande que não há como armazená-la.
O Ibama confirmou o extravio. Segundo o gerente-executivo do órgão em Santarém (PA), Paulo Maia, o Ibama vai acionar o Ministério Público no Pará tão logo saiba a quantidade de madeira retirada ilegalmente em Porto de Moz, o que deve ocorrer ainda esta semana. Ele afirmou que o órgão investiga outros casos no estado e constatou diversas irregularidades, como o transporte em balsas de madeira sem documentação.
O Globo, 29/06/2004, p. 9
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