OESP, Economia, p. B8
29 de Jun de 2008
Grandes grupos já chegaram à região
Os grandes grupos brasileiros e globais do agronegócio já chegaram ou estão chegando ao Médio Norte de Mato Grosso. A Perdigão investiu R$ 150 milhões na compra, reforma e ampliação de um abatedouro de aves em Nova Mutum, que hoje tem produção de 210 mil frangos por dia e vai atingir 280 mil até o fim do ano. Há, ainda, os investimentos nos integrados (as granjas que fornecerão os frangos para o abatedouro), num total de R$ 250 milhões, que vêm do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, via Banco do Brasil.
A Sadia está investindo mais de R$ 800 milhões num grande complexo agroindustrial em Lucas do Rio Verde, que inclui abatedouros com capacidade de 375 mil a 500 mil aves e 4 mil a 5 mil suínos por dia, além de setores já em operação, como a fábrica de rações, unidade de armazenamento de cereais, e granjas de diversas etapas da produção. Como a Perdigão, a Sadia vai trabalhar com dezenas de produtores integrados.
Ao lado da Sadia, instalou-se uma fábrica de esmagamento de soja da Amaggi, trading do grupo André Maggi, do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi. A unidade iniciou suas operações em 30 de maio, e está produzindo uma média de 1,7 mil toneladas por dia. A poucos metros de distância, ela tem o cliente Sadia, que consome o farelo para fazer ração.
Em Nova Mutum, a Bunge Alimentos anunciou no início do ano a instalação de uma unidade processadora de soja, com capacidade de quatro mil toneladas por dia. Do empreendimento, previsto para R$ 150 milhões, deve constar também uma fábrica de biodiesel. A empresa faz parte do Grupo Bunge, uma das maiores tradings alimentares e grupos de agronegócio do mundo.
Os processadores vêm para perto de produtores como Darcy Ferrarin, 63 anos, e seu filho Darcy Ferrarin Junior, 28, fazendeiros na fronteira do avanço técnico. Na fazenda Santa Maria do Amazonas, no município de Sorriso, os dois plantam soja, fazem a safrinha de milho (o plantio atual) e engordam gado, apostando na tendência de agricultura integrada, o último grito no Novo Oeste, junto com a transformação da proteína vegetal na animal - isto é, o upgrade de região de plantio de grãos para o de centro de produção de carne de aves, suínos e bois, e de produtos industrializados desses animais.
OESP, 29/08/2008, Economia, p. B8
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