OESP, Economia, p. B5
02 de Jun de 2011
Governo quer evitar quebra-quebra na região
Consórcio que vai erguer Belo Monte deve investir R$ 500 milhões num plano sustentável de desenvolvimento na região
Renato Andrade / Brasília
O governo aproveitou a liberação do início das obras da hidrelétrica de Belo Monte (PA) para anunciar algumas medidas que serão tomadas para "potencializar os benefícios" que a construção da usina poderá trazer para a região do Xingu. A preocupação principal do Palácio do Planalto é evitar a repetição das cenas de quebra-quebra e violência que tomaram conta do canteiro de obras da usina de Jirau, no rio Madeira (RO), em março.
Um plano de desenvolvimento sustentável para a região foi elaborado no fim do ano passado, e a Norte Energia, consórcio responsável pela usina, se comprometeu a investir R$ 500 milhões no pacote de ações. O grupo já tem o compromisso de gastar R$ 3,2 bilhões para executar todas as medidas de compensação e mitigação dos impactos socioambientais que a construção da hidrelétrica deve provocar.
Segundo a ministra do Planejamento, Míriam Belchior, um comitê gestor será instalado em Altamira (PA). O grupo será responsável pela definição de ações prioritárias, além de monitorar a execução das medidas. O governo vai instalar na cidade a "Casa do Governo Federal", onde uma equipe do Ministério do Planejamento que acompanhará a execução do plano e da obra. "Será nosso posto avançado."
Ela frisou que a Norte Energia definiu uma estratégia que visa "minimizar os problemas identificados em outras grandes obras", com a adoção de alojamentos menores e contratação de pessoas que vivem na região. Segundo ela, o objetivo é "tornar Belo Monte, de fato, um exemplo de obra que vai trazer energia para o País, preservar o ambiente e garantir melhores condições de vida" para os moradores.
OESP, 02/06/2011, Economia, p. B5
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110602/not_imp726919,0.php
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.