Aquidauana News
19 de Mar de 2008
O governo Federal, em parceria com o governo Estadual, vai oferecer curso superior - nível tecnológico, de agroecologica em terras indígenas para índios que vivem nas aldeias da Bacia do Alto Paraguai. A graduação é destinada somente para pessoas pertencentes as etnias: terena e kadwéu. No Brasil, esta é a primeira vez que, um curso superior, na área técnica é voltado à população indígena.
Os recursos somam investimentos superiores a R$ 2 milhões. A contrapartida do Estado é disponibilizar recursos humanos e apoio técnico. Com previsão para começar em maio, o curso terá duração de 2 anos e meio e tem como principal objetivo a promoção da sustentabilidade a partir da realidade local.
A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) será a instituição executora do curso. São 40 vagas para índios que devem estudar em regime de alternância - 15 dias na universidade e 15 dias nas aldeias. "A idéia é oferecer um curso de período integral com experiência prática nas aldeias," afirma Tércio Fehlauer, engenheiro agrônomo, mestre em agroecossitemas, da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).
O engenheiro diz ainda que, a experiência de desenvolver pesquisa e assistência técnica nas comunidades indígenas, vai dar suporte para adaptação extensiva a outras etnias do Estado. Segundo ele, o que se pretende é trabalhar a dinâmica de produção social e ecológica indígena para beneficiar os povos tradicionais.
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