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Governo estuda expansao do gasoduto ate Brasilia

CB, Economia, p.10
29 de jul de 2004

Governo estuda expansão do gasoduto até Brasília

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, determinou ontem a criação de um grupo de trabalho para estudar a construção de uma ramificação do Gasoduto Bolívia-Brasil para abastecer a região Centro-Oeste. A extensão, num total de 1.769 quilômetros, ligaria a cidade de Mimoso, no Mato Grosso do Sul, ao Distrito Federal, passando por Goiás. O início dos estudos foi determinado depois de uma reunião entre a ministra, o governador do DF, Joaquim Roriz (PMDB), e o senador Paulo Octávio (PFL-DF).

A expansão da rede para o Centro-Oeste tem custo estimado de US$ 670 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões). Os recursos viriam da Conta de Desenvolvimento Energético (CED), um fundo criado em 2002 para estimular a expansão da rede de gás natural para cidades que ainda não contavam com o abastecimento deste tipo de combustível. A extensão do gasoduto teria capacidade para transmitir 5,7 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural.

O ministério informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a CED tem cerca de R$ 250 milhões disponíveis para serem utilizados ainda este ano. E que o governo do Distrito Federal é um dos principais candidatos à verba, por meio do projeto apresentado ontem.

Transportadora
Em abril, foi criada em Goiânia a empresa Transportadora de Gás do Brasil Central (TGBC), que envolve as companhias energéticas do DF, de Goiás e do Mato Grosso do Sul, além da estatal Petrobras e da empresa Termogás. A TGBC seria a responsável pela construção da ramificação do gasoduto. O gás natural seria utilizado como combustível para automóveis e como energia térmica para fins industriais, comerciais e residenciais.

Pelo projeto, Brasília consumiria 18% de todo o gás natural. Goiânia seria o principal consumidor, com 39% do total. A ramificação do gasoduto beneficiaria outras 12 cidades em Goiás e Mato Grosso do Sul. Em Brasília, 65% do 1 milhão de metros cúbicos/dia seriam destinados à geração de energia elétrica, 20% para o abastecimento de veículos e 15% para a indústria.

Estamos trabalhando na união dos três estados (DF, GO e MS) para possibilitar a construção do gasoduto, que seria benéfico para a economia do DF e para o meio ambiente, justificou o senador Paulo Octávio. Brasília, por ser a capital do país, é tida como prioritária pelo governo para a ampliação da rede de distribuição de gás natural pelo país, reforçou. Nos próximos dias, será realizada uma outra reunião, dessa vez com a participação dos governadores de Goiás (Marconi Perillo) e do Mato Grosso do Sul (Zeca do PT).

CB, 29/07/2004, p.10

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