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Governo e produtores debatem a execução do Pró-ambiente

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
06 de Mai de 2003

Reunião para discutir o programa Pró-Ambiente continua hoje no Hotel Ideal

Produtores rurais e representantes dos governos federal e estadual discutiram ontem numa reunião realizada ontem no Hotel Ideal, em Boa Vista, a execução do programa Pró-ambiente, que visa desenvolver a agricultura familiar na Região Norte, buscando a preservação do meio-ambiente.

O programa visa conceder crédito para os agricultores familiares e ainda incentivar atividades agrícolas e não agrícolas para populações ribeirinhas, inclusive para as comunidades indígenas.

"Essa reunião teve como objetivo fazer um nivelamento da proposta final entregue ao Governo Federal", disse Juarez presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado (Fetag), Pereira de Sousa.

Em Roraima, será instituído um pólo do programa, contemplando os municípios de Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Cantá e Boa Vista. Conforme o presidente da Fetag, a intenção é trabalhar com 100 famílias em cada município.

Para que o pólo tenha uma coordenação eficaz a idéia é que os governos estadual e federal participem do programa repassando conhecimentos e recursos para dar sustentabilidade à iniciativa.

Juarez Pereira disse que foi formada uma comissão interministerial, da qual fazem parte os ministérios do Meio-ambiente, do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura, da Integração Nacional e da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de alocar os recursos necessários para o desenvolvimento das ações que devem começar a ser executadas já a partir do próximo semestre.

"A determinação do Ministério do Meio-Ambiente é que o programa Pró-ambiente seja uma ação que estruture principalmente as famílias que foram atingidas pelas queimadas no Estado", disse o presidente da Fetag, após contato com a diretora regional do Ibama, Nilva Baraúna.

Para ele, o programa é importante por três aspectos. "Primeiro, porque será um meio de integração social de parte da população, que é constituída por migrantes de outros estados, todos com culturas diferentes. Depois, porque proporcionará o desenvolvimento econômico a partir de uma produção orgânica em que os produtos terão selo de qualidade, além de uma forte preocupação com o equilíbrio ambiental", enumerou.

Ele destaca ainda o aspecto ambiental, em que os agricultores trabalharão de forma organizada, sempre preocupados em preservar o meio-ambiente para as gerações futuras. "Assim estaremos ganhando dinheiro através do seqüestro da biomassa pelas plantas cultivadas pelos produtores rurais. Toda a biomassa acumulada será medida por técnicos especializados e revertida em dinheiro pago aos agricultores", disse.

Participaram da reunião representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Seaab), Departamento Estadual do Meio-Ambiente (Dema), Secretaria de Coordenação da Amazônia, Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as organizações representativas dos agricultores, como a Central dos Assentados de Roraima (CAR), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA). A reunião tem continuidade hoje, durante todo o dia.

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