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Governo do Estado anuncia criação de projeto Macro Econômico Ambiental

D24am - http://www.d24am.com/
Autor: Geraldo Farias
13 de abr de 2016

Proposta prevê investimentos na pisicultura, fruticultura, produção de fármacos, comésticos e mineração, explorando de forma sustentável os recursos.

O governador do Amazonas, José Melo (PROS), afirmou, nesta terça-feira (12), em visita à Rede Diário de Comunicação, que o Estado apresentará um projeto Macro Econômico Ambiental a dez presidentes de fundos mundiais de desenvolvimento que virão a Manaus, no mês de junho. A proposta prevê investimentos na pisicultura, fruticultura, produção de fármacos, comésticos e mineração, explorando de forma sustentável os recursos da Floresta Amazônica.

O governador afirmou que o Amazonas possui grandes riquezas que podem ser exploradas, dos rios e da floresta, recursos que até hoje, segundo ele, não foram bem explorados. Melo analisa que, no futuro, o mundo deve enfrentar problemas na escassez de água e alimentos e, por isso, o Amazonas precisa investir para se desenvolver. Por isso, através dos recursos hídricos, o investimento deve ser grande na área da pisicultura, com a produção de peixes, para a produção de proteína.

A fruticultura serviria para a produção em grande escala da ração para a criação de peixes. Na questão de desenvolvimento econômico com recursos da floresta, estão previstos investimentos no setor de fármacos e cosméticos. O governador prevê a criação de um Pólo Bio-Sustentável, que pode vir a superar a arrecação do Polo Industrial de Manaus (PIM).

"Nós estamos imaginando que a criação de peixes em cativeiro sirva para intensificar a produção de proteína e exportar isso para o mundo todo. Também temos a fruticultura. Paralelo a isso é trabalhar em mais dois modelos de desenvolvimento econômico, importantes para o Amazonas, com a produção de remédios a partir da floresta, que não é nocivo para o organismo e o polo de cosméticos", explicou Melo.

O desenvolvimento através da mineração será focado em três linhas de exploração. "Na mineração, temos três linhas de baixo impacto ambiental, com a exploração das terras raras do Amazonas, do caulim, que nós temos a segunda ou a maior mina do mundo aqui próximo de Manaus, e o potássio", disse o governador.

Melo concluiu que está trabalhando para viabilizar o projeto para apresentá-lo a investidores, em junho. "Estamos montando o arcabouço jurídico para a nova lei que será o elemento facilitador para esses projetos dentro da nova Matriz Econômica. Em junho, apresentaremos esses projetos para os investidores, grupos de ambientalistas, empresários e os dez presidentes dos maiores fundos de desenvolvimento que já estão confirmando presença para vir aqui", encerrou Melo.

Déficit do Estado deve chegar a R$ 1,5 bilhão

O governador José Melo (PROS) afirmou, nesta terça-feira, ainda durante a visita à Rede Diário de Comunicação, que o Estado deverá sofrer um déficit orçamentário de R$ 1,5 bilhão neste ano devido à crise financeira, que implica na queda da arrecadação do Amazonas oriunda do Polo Industrial de Manaus (PIM). A afirmação do governador é devido à perda de mais R$ 100 milhões na arrecadação do Amazonas nos três primeiros meses de 2016. De acordo com a perda, Melo projeta a perda de R$ 1,5 bilhão no orçamento do governo do Estado. O orçamento do governo para este ano é de R$ 16 bilhões.

Melo afirmou que, no ano passado, teve uma frustração orçamentária de R$ 2 bilhões, devido ao Estado não ter alcançado aquilo que previa de superávit, R$ 1 bilhão, mais a perda de R$ 1 bilhão no orçamento devido à crise financeira. A previsão era de melhora para este ano, mas a queda na arrecadação se manteve com o declínio na produção do polo de duas rodas e de eletroeletrônicos, que não dão nenhuma perspectiva de melhora para o Amazonas. "Essa situação vai nos obrigar, nas próximas duas semanas, a reavaliar a estrutura do governo e vai nos obrigar a tomar decisões que impliquem em cortes de toda natureza para que a gente possa adequar a estrutura que a gente tem para não ocorrer dessabor de lá na frente não ter como se pagar", analisou Melo.

O governador concluiu que assim como outros poderes do Estado, terá de readequar a máquina pública, pois os R$ 16 bilhões previstos no orçamento, não virão. "Pelo comportamento dos três primeiros meses nós já podemos saber que teremos uma frustração de R$ 1 bilhão ou R$ 1,5 bilhão, por ai. Isso significa dizer que essa frustração terá de ser adequada comigo no governo e com os poderes todos. Todos nós que previamos receber R$ 16 bilhões e já sabemos que não vamos receber, estamos trazendo os nossos custos para o que vai dar. Mas o Brasil é uma caixinha de surpresas, assim como podemos ter uma queda grande na economia, também podemos ter uma melhora, mas quem sabe governar, tem de estar com os pés no chão", concluiu Melo.

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