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Gás boliviano é venenoso por conter mercúrio, alerta pesquisador

Estação Vida-Cuiabá-MT
25 de abr de 2003

- O professor e doutorando em Planejamento de Sistemas Energéticos, Carlos Roberto de Lima da Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, enviou nesta semana à imprensa de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e as organizações não-governamentais Ecoa-Ecologia e Ação e Coalizão Rios Vivos sua opinião sobre a distribuição de gás natural para o consumo doméstico.
'Somos terminamente contrários à utilização do gás natural no segmento domiciliar devido as contaminações presente no mesmo, que são causadores de sérios problemas de saúde para as populações envolvidas. Principalmente o mercúrio [Hg], que provoca sérios danos ao sistema nervoso central e ao sistema renal', alerta o pesquisador.
Carlos de Lima se manifestou após ler a notícia do Campo Grande News, onde o presidente da MSGás, Luís Landes, afirma que uma das saídas para que a empresa dê lucro no ano de 2003, é que seja implantado um programa 'criativo' no setor de co-geração de energia e distribuição para o consumo doméstico de gás natural. Já está sendo instalada uma micro-turbina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul [UFMS] que irá gerar energia para todo o campus de Campo Grande, incluindo o Hospital Universitário. E já existem projetos para geração de energia elétrica a partir do gás natural com o Hospital Regional e com a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal [Uniderp].A MSGás também pretende investir no consumo residencial, já estão sendo assinados contrato com construtoras para o fornecimento de gás para quatro novos condomínios da capital.
O professor Carlos Roberto Lima coloca que o problema do Estado e do país não é de energia, mas sim de política e planejamento energético. 'O Mato Grosso do Sul, bem como o Brasil, possui fontes renováveis de energia, como a energia da biomassa, eólica, solar e das pequenas centrais hidrelétricas [PCHs], em quantidade e de melhor qualidade que este venenoso gás natural boliviano', salienta Lima. Carlos Roberto Lima, apesar de residir na Paraíba é natural de Três Lagoas e auxiliou a Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Três Lagoas na avaliação do Estudo de Impacto Ambiental [EIA/RIMA] da Usina Termoelétrica de Três Lagoas, onde constatou inúmeras irregularidades, sendo uma delas a contaminação do gás natural boliviano por mercúrio.

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