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Autor: Redação, do Um Só Planeta
22 de Mar de 2026
Lançado pelo Brasil na COP30, em novembro de 2025, em Belém, no Pará, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) não deverá fazer pagamentos aos países com florestas tropicais até pelo menos 2028, disseram especialistas ao Climate Home News.
Focado na proteção das florestas tropicais, o mecanismo busca captar capital público e privado para investir nos mercados financeiros e, em seguida, usar parte dos retornos para recompensar as nações que cuidam das suas áreas verdes.
Mas, de acordo com Andrew Deutz, diretor-geral de Políticas Globais e Parcerias do WWF, uma das organizações envolvidas na concepção do fundo, angariar os US$ 125 bilhões (aproximadamente R$ 664,2 bilhões) necessários para efetuar pagamentos significativos poderá levar de dois a três anos.
"Não acredito que veremos pagamentos aos países com florestas tropicais antes de 2028 ou 2029", afirmou.
O ministro do Clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, outro dos primeiros apoiadores do fundo, acrescentou: "O TFFF requer escala, o que levará algum tempo". Contudo, segundo ele, "é uma oportunidade histórica" para financiar a proteção das florestas tropicais "para as próximas gerações".
Deutz observou que o atraso não é necessariamente ruim, pois permitirá que as comunidades desenvolvam capacidades e estruturas legais para lidar com o novo fluxo de recursos. "É necessário um processo de capacitação nos próximos dois anos com organizações indígenas e comunidades locais para que possam gerenciar o fluxo de recursos nesse nível", enfatizou.
Até o momento, o fundo angariou US$ 6,7 bilhões (R$ 35,5 bilhões). Este ano, o principal objetivo é elevar esse montante para US$ 10 bilhões (R$ 53,1 bilhões) de investimentos públicos. Caso contrário, a Noruega não aportará os US$ 3 bilhões (R$ 15,9 bilhões) prometidos.
Eriksen salientou que atingir a meta será "uma prioridade importante" este ano. "Apenas alguns países tiveram a oportunidade de avaliá-la detalhadamente antes da cúpula de Belém - agora é a hora de mais países fazerem o mesmo", ele disse.
João Paulo de Resende, líder do TFFF no Ministério da Fazenda do Brasil, informou ao Climate Home News que o país continuará seus esforços de arrecadação ao longo de 2026.
Ele ainda citou uma viagem recente pela Ásia Oriental, onde conversou com autoridades governamentais do Japão, da Coreia do Sul e da China.
França e Alemanha já prometeram contribuições. O Reino Unido, apesar de ter acabado de anunciar cortes no financiamento climático externo para ampliar gastos defesa, também pode investir.
Além disso, bancos multilaterais como o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII) consideraram fazer contribuições.
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