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Fundo do Clima não avançou em 2011

OESP, Especial, p. H4
23 de Nov de 2011

Fundo do Clima não avançouem2011
Apenas entre 19% e 25% do montante prometido pelos países desenvolvidos foi gasto em ações de adaptação

O maior feito da COP-16,realizada em 2010 em Cancún, foi criar o Fundo Verde Climático, que permite que países em desenvolvimento recebam recursos de nações industrializadas para reduzir emissões de gases-estufa e se adaptar em às mudanças climáticas. Mas ao longo de 2011 houve poucos avanços concretos.
Os países desenvolvidos se comprometeram a entregar US$ 30 bilhões às nações em desenvolvimento entre 2010 e 2012. A China criticou ontem os países ricos e afirmou que esse compromisso está longe de ser atingido.
No longo prazo, o objetivo é aumentar os recursos até chegar a US$100bilhõesaoanoem2020.
Na última reunião preparatória para a COP-17, que ocorreu em outubro no Panamá, os EUA dificultaram ainda mais as perspectivas de oferecer recursos. E a União Europeia está numa situação complicada internamente por causa da crise.
O dinheiro de curto prazo deveria ser dividido entre os esforços de cortar as emissões e de adaptar os países para as mudanças climáticas (com a construção de intraestrutura e planejamento). Porém, um estudo do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED) mostra que só entre 19% e 25% dos recursos foram para adaptação. O instituto critica essa falta de equilíbrio.
"Recurso na mesa é fundamental. Para obtê-lo, a WWF defende a exploração de fontes inovadoras, como a taxação sobre transações financeiras internacionais e sobre os transportes marítimo e aéreo", diz Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia da WWF-Brasil. Para a ele, é preciso sair de Durban com "a certeza do que será o regime do clima após2012" e com a continuidade de Kyoto. "O protocolo não foi transformador até agora,mas será muito pior sem ele. Teremos um processo de incerteza que nos levará ao caos."
Eventos. Um relatório do Painel do Clima da ONU (IPCC) divulgado sexta diz que um aumento da incidência de ondas de calor no mundo é quase certo, enquanto chuvas mais pesadas, mais inundações e secas mais intensas são prováveis. / A.B.

OESP, 23/11/2011, Especial, p. H4

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