OESP, Economia, p.B2
Autor: RACY, Sonia
03 de Set de 2004
Fundo da Amazônia
Recém-chegado de uma viagem ao Equador e à Venezuela, o vice-presidente do BNDES, Darc Costa, conta que esses países foram os primeiros a aprovar a proposta de constituição de um fundo internacional, destinado a oferecer garantias ao financiamento das obras de infra-estrutura a serem construídas na chamada Amazônia setentrional. "O Fundo deve ter orçamento inicial de US$ 500 milhões, permitindo aval a financiamentos no montante de US$ 4 bilhões", explica Costa, ressalvando que o objetivo é aproveitar as riquezas da região, mas sob critérios de desenvolvimento sustentado, com preservação da floresta e da biodiversidade.
O fundo vai oferecer garantia aos financiamentos que o BNDES e a Corporação Andina de Fomento (CAF) pretendem fazer. E, se houver alguma inadimplência, segundo Costa, o BNDES ou a CAF serão ressarcidos pelo fundo. O fato é que o banco vem trabalhando num ambicioso projeto de integração continental, abrindo linha de crédito de US$ 4 bilhões. Desse total, US$ 507 milhões já foram liberados para obras de infra-estrutura na Venezuela. O que o Brasil tem com isso? "O projeto reverte em benefícios para 300 empresas brasileiras que atuam na exportação de serviços e produtos."
No Equador, além de um financiamento de US$ 243 milhões para construção da Hidrelétrica do Rio San Francisco, o BNDES também está viabilizando a modernização da Rodovia Guaiaquil-Quito, em outra operação de US$ 140 milhões. Com a Argentina, o banco mantém aberta uma linha de crédito de US$ 1 bilhão, destinada a viabilizar o comércio bilateral, e dispõe de mais verbas para projetos específicos de exportação de projetos e serviços de empresas brasileiras na área de infra-estrutura, parada momentaneamente por inadimplência de uma empresa argentina.
E mais. Costa destaca o projeto da Petrobrás Energia, a ser financiado pelo BNDES, para construção de um oleoduto ligando as reservas de petróleo e gás da Patagônia com refinarias e centros consumidores argentinos. O banco estatal vai conceder empréstimo também para construção de uma ferrovia entre Mendoza (Argentina) e Santiago (Chile), importante no escoamento de exportações do Mercosul.
Há muitos outros projetos em estudo no BNDES, para serem financiados no Paraguai, Bolívia e outros países sul-americanos, dentro dessa diretriz.
OESP, 03/09/2004, p. B2
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