OESP, Economia, p. B4
12 de Mai de 2011
Funcef pretende ampliar fatia em Belo Monte
Intenção do fundo de pensão dos funcionários da Caixa é aumentar a participação no consórcio de 7,5% para 10%
Mônica Ciarelli / Rio
O fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica (Funcef) estuda aumentar sua participação no consórcio Norte Energia, que vai construir a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no oeste do Pará. "Estamos estudando essa possibilidade mesmo. Mas tudo vai depender de preço", revelou o presidente da fundação, Guilherme Lacerda.
À frente da Funcef por oito anos, o executivo passou ontem o comando para Carlos Alberto Caser, que antes ocupava o cargo de secretário-geral da entidade. Antes de deixar a presidência, Lacerda contou que a intenção é ampliar a participação do fundo no consórcio dos atuais 7,5% para 10%.
Segundo Lacerda, não é mais segredo que alguns participantes do consórcio querem deixar o projeto. Mesmo sem revelar nomes, o executivo deixou claro que a Funcef tem intenção de aproveitar essa oportunidade para ampliar sua fatia na construção de Belo Monte. "Quem está tratando de ver quem vai sair é o consórcio." Para o executivo, o desenho final do Norte Energia ainda deve sofrer mudanças.
A primeira movimentação começou em abril, quando a Vale anunciou a compra da fatia de 9% da Bertin, do Grupo Gaia Energia, no projeto de construção de Belo Monte. A mineradora brasileira chegou a disputar o leilão no grupo perdedor. Com a entrada no projeto, a Vale, que consome cerca de 4,5% da energia produzida no País, quer garantir o fornecimento de energia para seus planos de expansão.
O consórcio Norte Energia é formado pela Eletrobrás, Chesf, Eletronorte, Bolzano Participações (Neoenergia), Caixa Cexix, Funcef, Petros, J. Malucelli Energia, Vale e as construturas Queiroz Galvão, Mendes Júnior, Serveng e J. Malucelli.
A usina hidrelétrica de Belo Monte, que terá capacidade para produzir 11.233 megawatts (MW), foi orçada em janeiro pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em R$ 25,8 bilhões.
OESP, 12/05/2011, Economia, p. B4
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