VOLTAR

Funasa de MS envia equipes para ajudar indígena no Amazonas

Ms Notícias
11 de abr de 2008

A Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso (CORE/MS), está enviando oito profissionais da área de Saúde Indígena à pedido do Departamento de Saúde Indígena - Brasília (DESAI) para auxiliar nas ações que serão intensificadas na próxima semana na Amazônia, mais especificamente no Vale do Javari. Mato Grosso do Sul foi o único estado convocado a integrar a operação.

A missão que vai durar aproximadamente 60 dias, inicia dia 14 quando os profissionais embarcam para Tabatinga (AM) e tem como objetivo combater os males na área da saúde que atingem a região Amazônica, principalmente por causa da dificuldade do acesso das Equipes Multidisciplinares de Saúde nas aldeias.

Dezesseis profissionais da área de saúde do Alto Solimões e Atalaia do Norte (AM) e oito de Mato Grosso do Sul estarão desenvolvendo as ações de prevenção de doenças transmissíveis, pesagem de crianças, exames pré-natal, pós-parto, cuidados especiais com recém-nascidos, medição da pressão arterial, diabetes, testes para detectar ocorrência de malária, exames laboratoriais para diagnóstico de tuberculose e coleta de sangue para saber quantos indígenas estão contaminados pela hepatite.

O acesso nessas áreas só é possível pelo ar ou pela água. Nessa operação especial estão integradas equipes do Ministério da Saúde, Funasa, Funai, Organização Panamericana (OPAS) e Ministério da Defesa com apoio das prefeituras e governo do Amazonas.

Segundo o Coordenador Regional da Funasa em MS, Flávio da Costa Britto, Mato Grosso do Sul foi convocado a participar das ações por ser atualmente o mais organizado Distrito Especial de Saúde Indígena (DSEI) do país estatisticamente de acordo com a melhora considerável no índice de mortalidade infantil de 2005 para cá. "Além disso, nosso estado é hoje referência nacional com relação à implantação de importantes projetos pilotos como o da saúde mental indígena com a contratação de psicólogos (indígenas) para atender a comunidade e o Projeto Casa Dia que busca as crianças desnutridas graves diariamente nas aldeias para receberem medicação e refeições durante o dia e após o jantar retornam para casa com as equipes da Funasa, evitando internação e ao mesmo tempo monitorando a evolução do quadro de desnutrição de cada criança", declarou Britto.

O Vale do Javari localizado no extremo Ocidente do Amazonas é uma das regiões com população indígena mais dispersa no Brasil, distribuídos em 50 aldeias numa área de 8,5 milhões de hectares, equivalente ao estado de Santa Catarina.

Dos cerca de 3 mil e quinhentos indígenas aldeados, 1.186 são da etnia Marubo e 1.315 Mayoruna. Os Matis, conhecidos por terem cabeça de onça (eles usam na pele um bigode semelhante) somam 3000. Já a etnia Korubo é minoria, com 27 indígenas - os Kulinas , 98; e 761 Kanamaris. Atualmente atuam na área 113 profissionais.

As equipes de Mato Grosso do Sul que vão auxiliar as ações emergenciais de atendimento na Amazônia são compostas por dois médicos, dois enfermeiros, duas nutricionistas e dois odontólogos.

"Cada vez que contribuímos para melhorar a saúde indígena do nosso país, além da satisfação profissional e pessoal também podemos aprender muito. Quando atuamos em áreas de difícil acesso, nossas dificuldades aqui que não são poucas, ficam menores. Podemos então olhar pra atrás e ver o quanto evoluímos", disse o médico Zelik Trajber, que compõe uma das equipes que vai ao Amazonas.

Nesta sexta-feira (11) de manhã, todos os profissionais de saúde estão reunidos na sede da CORE/MS em Campo Grande, com o Diretor do Departamento de Saúde Indígena (DESAI) Wanderley Guenka, para definir os últimos detalhes sobre a operação no Amazonas antes do embarque.

"É fundamental a participação dos profissionais de MS neste trabalho. A região Amazônica além de mais populosa tem muitas dificuldades estruturais. Acredito nos profissionais de Mato Grosso do Sul para nos ajudar a vencer mais esse desafio que temos e é por isso que foram chamados para integrar a missão", declarou Guenka.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.