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Funai prepara o funcionamento do Centro de Cultura e Convívio Orlando Villas Bôas

Site da Funai
Autor: (Simone Cavalcante)
29 de Abr de 2003

O Centro de Cultura e Convívio Orlando Villas Bôas recebeu ontem (28), no final da tarde, a primeira visita do presidente da Funai, Eduardo Almeida, que foi conhecer o local, aprovou as instalações e lá se reuniu com os três diretores e técnicos do órgão indigenista para agilizar o funcionamento. Ao assumir a presidência da Funai, Almeida criou uma comissão especial para estudar um novo sistema de atendimento e hospedagem para os índios em trânsito por Brasília. Atualmente, esses indígenas ficam acomodados precariamente em três pensões da Asa Sul, cujos contratados não serão mais renovados.

O Centro, situado em local privilegiado de Sobradinho (DF), ao lado do Parque Recreativo e Ecológico da cidade satélite, tem capacidade para hospedar 150 índios. Além dos quartos com camas, há redários, sala de exposição e vídeo, área para criação de artesanato, quadra de esportes e área para construção de ocas. A pedido de indígenas que já visitaram o local, a Funai vai providenciar uma lavanderia para lavarem pequenas peças de roupa e um quiosque de palha próximo à área construída.

Durante a reunião, os técnicos da Funai disseram faltar apenas contratar a empresa responsável pela alimentação, que será feito por meio de licitação de emergência. Além disso, informaram ao presidente que o processo de licitação e contratação da segurança, limpeza e lavanderia já está concluído. A equipe também já iniciou o treinamento dos contratados para atender aos indígenas, que deverá prosseguir esta semana e ser uma constante capacitação, sempre que houver necessidade. Na próxima semana, serão designados mais servidores para trabalharem no local. As administrações regionais estão sendo instruídas para fazerem uma triagem das viagens dos representantes indígenas a Brasília. Uma equipe ficará responsável pelo agendamento das audiências em Brasília e, algumas vezes, o presidente ou diretores da Funai poderão realizar reuniões com representantes indígenas no próprio centro.

O início do funcionamento deverá ocorrer ainda nesta primeira quinzena de maio e será gradativo. Para preparar os índios sobre o novo atendimento, o presidente da Funai nomeou uma comissão que ficará responsável pelo esclarecimento e preparação da mudança e tratará inclusive de casos especiais, como o de índios que ficam praticamente morando na capital, e indo, eventualmente, às suas aldeias. Para a Funai, essa situação, além de paternalista e prejudicial aos povos indígenas, provoca gastos desnecessários, quando, por exemplo, o recurso poderia ser utilizado para proporcionar a sustentabilidade nas aldeias. Almeida e sua equipe sabem da necessidade desta mudança profunda na relação do órgão indigenista com os indígenas.

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