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Funai não crê em branco chefiando índios

Jornal do Brasil
Autor: Álvaro Caldas e Ronald Theobald
29 de nov de 1968

O diretor do Departamento do Patrimônio Indígena da Funai não acredita na versão do mateiro Álvaro, único sobrevivente da expedição pacificadora do padre Calleri, de que haveria um homem branco controlando os Waimiri Atroari.

Ele afirma que essa história de homem branco infiltrado entre os índios é recorrente, e que ela é só um pretexto para autorizar a entrada da polícia, massacrar muitos índios e afastar os que sobrarem para outra região. Ou seja, seria uma estratégia para tirar rapidamente os índios do seu território e assim ficar com a área livre para exploração.

O diretor crê que os outros membros da expedição devem estar presos com os índios, mas não refuta a possibilidade de um massacre e cita inúmeras justificativas justas para que ele ocorresse.

A Funai pediu a intervenção da área. Ela quer que um dos seus sertanistas acompanhe a obra. Não será necessária a mudança na rota.

O objetivo da Funai é atrair os índios para longe da estrada, para que não morram contaminados por doenças e vivam sua vida em paz.

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