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Funai faz homenagem a lideranças indígenas na abertura da Semana do Índio

Funai-Brasília-DF
19 de Abr de 2005

Na abertura da Semana do Índio, a Fundação Nacional do Índio (Funai) realizou nesta segunda-feira (18/04) homenagem a 24 sábios, pajés e caciques de 24 etnias, todos com papel representativo na manutenção da cultura indígena e dos conhecimentos tradicionais de cada povo. A maior parte dessas lideranças teve também papel significativo na identificação de áreas tradicionalmente ocupadas e que, posteriormente, foram homologadas como terras indígenas. O presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes destacou que a homenagem foi feita a pessoas com enorme vivência e que, em muitos casos, quase viram o fim de seus povos.

Mércio Pereira Gomes considera que nos próximos quatro anos todas as terras indígenas deverão estar demarcadas. A Funai reconhece 604 terras indígenas, das quais 481 já estão homologadas. Ele afirmou que, para esse ano, a meta do governo é homologar mais 25 terras indígenas. Segundo ele, não deverá ser difícil atingir essa meta. "Já homologamos duas e existem seis para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva homologar nessa Semana do Índio. O resto das terras será homologado mais adiante."

A política indigenista brasileira é pautada em cinco pontos: demarcação de terras, saúde, educação, desenvolvimento étnico e participação dos povos indígenas nas políticas públicas. Mércio Gomes informou que o Brasil já demarcou cerca de 80% das terras indígenas, o que representa 12% do território brasileiro. "Quando terminar vai ser 12,5%. É uma área como se fosse a França e a Alemanha juntas", disse.

Para o presidente da Funai, o Brasil passa por um momento histórico que permitirá avanços no respeito aos índios, na demarcação de terras, na melhora da saúde, educação e na elaboração de projetos de etnodesenvolvimento que possam dar condição de que as economias indígenas tenham sua força própria, produzindo alimentos para subsistência e vendendo os excessos no mercado. " Os índios podem ter orgulho de serem guardiões do tempo, das florestas das savanas, dos lavrados. Eles podem ter orgulho de representarem o futuro da humanidade pela defesa do meio ambiente, pela integração com a natureza, pelo conhecimento que têm da natureza e da vida", concluiu o presidente da Funai.

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