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Funai denuncia interesses escusos no caso dos atroaris

Jornal do Brasil
10 de dez de 1968

O diretor do departamento de Patrimônio Indígena da Funai acredita que a persistência das notícias sobre o extermínio da expedição pacificadora do padre Calleri, pelos Waimiri Atroari, esconde interesses econômicos que foram contrariados. Segundo o diretor há muitos interesses de estrangeiros na área dos Waimiri Atroari, isso por que acredita-se que a terra é rica em minérios.

O diretor relatou que antes da expedição do padre Calleri partir, o pastor William Neil Hawkins, da Cruzada de Evangelização Mundial (CEM), entidade protestante norte-americana, ofereceu-se para abrir uma terceira frente de pacificação dos índios. O departamento de pesquisas da Funai deu parecer contrário. A CEM se ofereceu para quando fosse necessário e disse ter um plano de pacificação. Neste plano ela disse que contaria com a ajuda dos aviões da missão "Asas do Socorro", que tem sido apontada como encobertadora de contrabando ilegal de minérios na região.

Na notícia diversas missões são citadas e é dado um panorama (negativo) das ações delas nas terras indígenas.

O diretor teme represálias ao massacre cometido pelos Waimiri Atroari.

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