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Funai confirma desintrusão para abril

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Edílson Rodrigues
04 de Jan de 2006

Em entrevista à Folha, o administrador executivo regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Gonçalo Teixeira dos Santos, afirmou que o prazo de retirada de não-índios, arrozeiros e fazendeiros de dentro da terra indígena Raposa/Serra do Sol será cumprido, ou seja, até abril deste ano.
Ele assegurou que o caso está sendo seguido à risca e o levantamento das benfeitorias para fins de indenização, realizado por um grupo de trabalho formado por técnicos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) de outros estados e Funai de Brasília, será finalizado em abril de 2006. "A Funai não pensa em fazer uma solicitação, pedindo a prorrogação do prazo", ressaltou o administrador da Funai confirmando a desintrusão.
Santos informou que das quatro vilas (Mutum, Socó e Água Fria), o processo de retirada do pessoal ainda não foi feito no Surumu. Nessas quatro áreas, conforme o levantamento, são 550 não-índios a serem retirados. No Surumu são 150 pessoas, Água Fria 100, no Socó 50 e Mutum 250 pessoas.
Sobre o levantamento nas fazendas, o administrador disse que em 80% delas já foi feito o trabalho e nessa reta final está sendo realizado nas áreas de plantio de arroz, onde o número é de 16 rizicultores. "Nas fazendas são menos pessoas, assim como são poucas as fazendas produtoras de arroz", comentou Santos, complementando que dará para cumprir o decreto de homologação.
Ele disse que os valores das indenizações das benfeitorias em que o levantamento foi concluído ainda não foram repassados aos ex-proprietários, o que acontecerá, segundo ele, antes do prazo final de desintrusão.

"Nem um valor estimado posso informar agora. Até porque tem uma determinação da Presidência da República que diz que o que for necessário em termos de recursos será disponibilizado para indenização", declarou o administrador da Funai.

ARROZEIROS - Por telefone, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima, Paulo César Quartiero, disse que vão ficar na área por ser a demarcação ilegal e que não vai se sustentar, pois foi "uma fraude jurídica".
"O Judiciário deve colocar as coisas no lugar. Não aceitamos a forma como foi feita a demarcação", ressaltou Quartiero.
O rizicultor disse que a demarcação tem que ser apreciada porque o Governo do PT (Partido dos Trabalhadores), "que só gosta de agir ilegalmente", vai ser substituído e a categoria vai rever a questão

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