O Globo, Mundo, p. 25
03 de Set de 2013
Fukushima: radiação/hora excede em 18 vezes limite para 5 anos
Governo amplia intervenção na Tepco após aumento de níveis de vazamento
O governo japonês decidiu reforçar sua intervenção no caso do vazamento da usina nuclear de Fukushima após medições indicarem que o índice de radioatividade superou a capacidade dos equipamentos até agora usados, num novo pico da crise nuclear que perdura desde março de 2011.
Especialistas identificaram, em quatro diferentes lugares, 1.800 millisieverts de radiação por hora - 18 vezes o máximo de exposição permitida a um trabalhador da usina ao longo de cinco anos. O equipamento de medição até agora identificava o valor máximo de 100 millisieverts, e novos instrumentos foram necessários para precisar o nível de radioatividade. Sem proteção, uma pessoa morreria em quatro horas no local.
O primeiro-ministro Shinzo Abe decidiu por um "passo a mais para implementar todas as políticas necessárias". O governo já havia anunciado medidas emergenciais no mês passado, inclusive com dinheiro público. A Tokyo Electric Power (Tepco) é uma empresa privada e já recebeu mais de US$ 10 bilhões do governo no ano passado. Em 2011, um terremoto e uma tsunami cortaram o fornecimento de energia da refrigeração de reatores. A água que agora vaza rumo ao oceano é usada para resfriar um dos reatores prejudicados.
Uma das alternativas do governo japonês para impedir novos vazamentos ao oceano é congelar a água no subsolo e removê-la. A empresa admite já ter deixado escapar 300 toneladas de água contaminada.
Técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) marcaram novas visitas para reavaliar a crise no local.
A China afirmou estar preocupada com as novas possibilidades de vazamento e pediu ao Japão mais informações. Autoridades do país afirmam que não há registro de dano à vida marinha, até agora.
Analistas temem que o prolongamento da crise nuclear japonesa possa atrapalhar a escolha de Tóquio como cidade sede das Olimpíadas de 2020. Uma reunião sobre a seleção ocorrerá sábado em Buenos Aires. O risco de novo vazamento também coloca mais dúvidas sobre a política de Abe de investir na energia nuclear para baratear a eletricidade no país.
O Globo, 03/09/2013, Mundo, p. 25
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