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Fronteira ganha reforço

A Critica, Cidades, p. C1
12 de Nov de 2003

Fronteira ganha reforço
Mais 3 mil homens vão para a base de São Gabriel
Ministro da Defesa afirma que envio da Brigada que está em Niterói (RJ) não significa que tropas brasileiras irão combater as Farc

Gabriela Athias

O Ministério da Defesa vai fortalecer a base militar de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas, perto da fronteira com a Colômbia, enviando um reforço de 3 mil homens. 0 ministro José Viegas descartou, porém, que a medida tenha como objetivo a possibilidade de o -Brasil propor aos países vizinhos a integração militar da América do Sul, idéia defendida pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, durante o 4o Foro Ibero-americano, que se realizou em São Paulo.
O fortalecimento da base militar de São Gabriel da Cachoeira, segundo o ministro, diz respeito a uma questão de estabilidade para evitar a necessidade do envio de forças estrangeiras à região. "Isso não significa que o Brasil vá mandar tropas para a Amazônia colombiana. Não estamos falando de utilização conjunta das Forças Armadas na América do Sul", declarou o ministro.
Em Manaus, o chefe da 5a Seção do Comando Militar da Amazônia (CMA), capitão Márcio Brasileiro, disse ontem que este reforço já estava previsto. Na realidade, significa a instalação de uma Brigada que hoje está em Niterói (Rio de Janeiro) na região de São Gabriel da Cachoeira, principalmente na área denominada Cabeça do Cachorro.
Segundo o capitão Márcio Brasileiro, ainda não há uma previsão de quando essa transferência ocorrerá. Isso depende de outros procedimentos, disse ele.
Equilibrio
Viegas afirmou, porém, que governo vai fortalecer a base militar de São Gabriel da Cachoeira (AM), perto da fronteira com a Colômbia, enviando um reforço de 3 mil homens. Reiterou, no entanto, que isso não significa que o Brasil vá mandar tropas para a Amazônia colombiana. "Não estamos falando de utilização conjunta das Forças Armadas na América do Sul. Estamos falando em estabilidade para evitar necessidade do envio de forças estrangeiras à região", declarou.
Viegas afirmou ainda que é importante que os países da América do Sul sejam autônomos no que diz respeito à. defesa "para prescindirmos de qualquer apoio externo".

A Crítica, 12/11/2003, Cidades, p. C1

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