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Fornos de carvão destruídos em Goiás

CB, Brasil, p. 12
11 de Dez de 2009

Fornos de carvão destruídos em Goiás

Danielle Santos

Em ritmo de despedida do comando das grandes operações ambientais, já que terá de se ausentar em março para lançar-se candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro, o ministro Carlos Minc encerrou ontem a agenda de viagens envolvendo flagrantes de desmatamento ilegal.

Em cima de um trator oferecido pelas equipes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Natuarais (Ibama), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Polícia Federal, o ambientalista ajudou na derrubada de 16 fornos de carvão localizados em uma fazenda desapropriada pelo governo para fins de reforma agrária, localizada em Goiatira (GO). Em parte da área da fazenda visitada, que tem 830 hectares, os policiais florestais encontraram uma quantidade de carvão suficiente para encher dez caminhões grandes. A matéria-prima veio de árvores nativas do cerrado, como o Angico e a Aroeira, que agora, em cinzas, custam cerca de R$ 50 mil.

Esta foi a 29ª operação comandada por Minc e a quarta envolvendo áreas de assentamentos legalizados pelo governo. O trabalho assentamentos do Incra ocupavam o topo da lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia por três anos consecutivos. Para evitar mais desgastes dentro do governo, os dois órgãos criaram ações conjuntas para combater o problema.

Ontem, em Goiatira, a última operação do ano rendeu a destruição de 49 fornos e a autuação de três posseiros. As multas somaram R$ 66 mil, além da apreensão de motosserras e outros equipamentos.

"Eu sabia que era ilegal fazer isso, mas preciso ganhar a vida, né?", afirma o posseiro José Raimundo Ferreira, 56 anos. Segundo ele, o trabalho na carvoria rendia R$ 1 mil por mês, quatro vezes superior à renda que o governo oferece aos produtores rurais para não desmatarem. O dinheiro vem de parceria entre Ibama e Incra para o incentivo ao replantio em áreas degradadas.

CB, 11/12/2009, Brasil, p. 12

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