A Crítica-Manaus-AM
07 de Mar de 2002
O Governo Federal deverá liberar mais de R$ 600 milhões este ano para as Forças Armadas para atender a pedidos de crédito suplementar que serão encaminhados ao presidente Fernando Henrique Cardoso pelo ministro da Defesa, Geraldo Quintão. A solicitação de R$ 200 milhões para o programa de revitalização do Exército já foi enviada e, segundo assessores do ministério, deverá priorizar a compra de equipamentos de comunicação, radares, mísseis e veículos blindados. Outros R$ 400 milhões serão divididos entre Marinha e Aeronáutica.
O programa do Exército, área mais carente em equipamentos, prevê repasses de igual valor nos próximos dois anos, de acordo com Quintão. O ministro explicou que o orçamento da pasta, de R$ 2 bilhões por ano, prevê gastos apenas com a manutenção da atual estrutura das Forças Armadas. A luz verde para o pedido de crédito suplementar foi acesa pelo próprio presidente, em dezembro, durante o almoço de encerramento do ano de 2001 com oficiais do Exército. "Houve poucas compras nos últimos anos. Mas não considero o aparelhamento brasileiro sucateado", afirmou Quintão.
A última grande aquisição do Exército ocorreu em 2000, com a compra de cerca de cem tanques belgas Leopard I, ao custo de cerca de R$ 25 milhões. Antes disso, o Governo dos Estados Unidos havia doado 93 tanques M-60 ao Brasil, após o término do contrato de leasing dos equipamentos. "O custo da devolução seria muito alto", revelou um assessor do ministério.
Quintão anunciou o projeto de reequipamento do Exército ontem, em São Paulo, durante o 1o Encontro de Logística Militar, evento voltado para a indústria bélica apoiado pelo Ministério da Defesa. A iniciativa, segundo o ministro, reflete a "insistência" em racionalizar os processos de compras das Forças Armadas - realizados em separado pelos comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica - e buscar a integração do Governo com a indústria nacional e as universidades.
"Não podemos dissociar as Forças Armadas da produção de conhecimento científico e da atividade industrial", afirmou Quintão, citando o sucesso da Embraer, que foi iniciado por especialistas da área militar e teve apoio do Governo Federal
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