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Força Nacional reprime greve em Porto Velho

OESP, Economia, p. B8
30 de Mar de 2012

Força Nacional reprime greve em Porto Velho
Usinas que estão em obras no Rio Madeira registram nova confusão e o secretário de segurança sugere ao governador chamar o Exército

Nilton Salina
ESPECIAL PARA O ESTADO
PORTO VELHO

Ônibus usados para transportar trabalhadores foram quebrados e uma tentativa de destruição dos alojamentos foi reprimida ontem na Usina Santo Antônio, que está sendo construída no rio Madeira, em Porto Velho. A confusão aconteceu ontem de manhã e foi contida pela Força Nacional de Segurança, que disparou bombas de gás para contornar a situação. A greve prossegue também na Usina Jirau, 100 quilômetros rio acima.
A confusão começou por causa de uma discussão entre funcionários que defendem a greve e os que não concordam com a paralisação e querem trabalhar. Piquetes foram organizados na entrada do canteiro de obras por militantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Rondônia.
Quando começou a destruição, a Polícia foi acionada para conter os ânimos exaltados de um grupo de grevistas.
Integrantes da Força Nacional chegaram a dar tiros para cima. Quando bombas de gás foram disparadas, muita gente correu para o mato. Até mesmo funcionários que estava decididos a trabalhar fugiram. O secretário de Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia, delegado da Polícia Federal Marcelo Bessa, determinou que o Comando de Operações Especiais, o grupo de elite da Polícia Militar, ajudasse a manter a ordem.
Tumulto. Logo em seguida também houve princípio de tumulto na Usina Jirau, sendo acionada a Força Nacional de Segurança e a COE. Os grevistas desocuparam rapidamente o caminho de acesso ao canteiro de obras assim que os policiais chegaram. Um grupo de funcionários da empresa Camargo Corrêa estava disposto a trabalhar, o que havia irritado grevistas.
Bessa reuniu o Gabinete de Gestão Integrada, responsável por buscar soluções para crises em Rondônia, para definir estratégias para tentar por fim às greves em Santo Antônio e Jirau. Uma solicitação foi enviada ao governador Confúcio Moura (PMDB) para que o Estado peça intervenção da Presidência da República e convoque as Forças Armadas para policiar nos canteiros de obras das usinas.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) já considerou as greves ilegais e abusivas, determinou a volta imediata ao trabalho e especificou multa de R$ 200 mil reais para cada dia não trabalhado. Em Jirau a greve começou no último dia 9 e, em Santo Antônio, no dia 20.

OESP, 30/03/2012, Economia, p. B8

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