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Fogo na Chapada vai durar mais dois dias

O Liberal-Belém-PA
08 de ago de 2001

Os focos de incêndio que desde sexta-feira estão destruindo o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros de Cuiabá, só devem ser controlados nas próximas 48 horas, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em cinco dias de incêndio estima-se que tenham sido destruídos 11 mil dos 33 mil hectares de vegetação de Cerrado do parque, um dos mais belos ecossistemas do Estado. Numa extensão de nove quilômetros, entre o Morro de São Gerônimo e o Arraial do Freitas, uma área de difícil acesso, o fogo ameaça atingir os pontos de visitação turística mais freqüentados. Na Área de Proteção Ambiental (APA) os focos de incêndio já destruíram toda a vegetação e ameaçam chegar ao majestoso Salto do Véu de Noiva, cartão-postal e porta de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, área protegida desde 1989. Ontem, durante todo o dia, dois helicópteros foram utilizados para combater o fogo com produtos químicos e água. Mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros e de brigadas de voluntários utilizaram abafadores. No início da noite, o gerente do parque, Gaspar Rocha, informou que o incêndio já estava controlado nas áreas de fácil acesso. Conseguimos conter as chamas; nesta quarta-feira devemos debelar todo o fogo, disse ele. Índios - Na reserva indígena dos índios bororo, o incêndio continua sem controle e pode chegar às aldeias onde vivem cerca de 300 índios, no município de Rondonópolis, sul do Estado. Segundo o Corpo de Bombeiros, dos 9 mil hectares da reserva indígena, até o início da noite cerca de 4 mil hectares já havia sido queimados. O problema nessa época do ano é a falta de chuvas, a vegetação seca e os fortes ventos que dificultam o combate aos incêndios florestais, alguns dos quais criminosos, disse Romildo Gonçalves, coordenador do Prevfogo (Programa de Prevenção e Combate ao Fogo) do Ibama em Mato Grosso. Em algumas regiões de Mato Grosso onde se concentram a maioria dos focos de incêndios não chove há mais de 40 dias. Não podemos apenas esperar a chuva; temos é que punir os responsáveis pela prática de queimadas não autorizadas, disse Gonçalves.

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