VOLTAR

Fogo já consumiu três hectares da reserva dos índios Bororo

Midianews-Cuiabá-MT
03 de ago de 2001

Um incêndio de grandes proporções continua tomando conta neste momento da aldeia Tadarimana, 60 quilômetros de Rondonópolis, onde vivem cerca de 230 índios Bororo. Uma equipe do Corpo de Bombeiros está no local desde a tarde de ontem mas só conseguiu controlar um dos focos. Outros focos surgiram durante a noite de ontem. As primeiras avaliações são de que pelo menos três mil hectares já foram consumidos pelo fogo. Os bombeiros têm encontrado muitas dificuldades de combater as chamas já que o local é de difícil acesso e obriga os homens a uma caminhada de quase quatro quilômetros mata adentro. Diante disso, o combate está sendo efetuado apenas com abafadores de chamas já que os carros do Corpo de Bombeiros não têm como chegar ao local. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente coronel João Antônio Dias de Campos, onze homens estão no combate ao incêndio, mas se os focos continuarem a aumentar, ele estuda a possibilidade de solicitar o apoio de Cuiabá. Alguns voluntários, inclusive os próprios índios e funcionários de fazendas vizinhas à aldeia, estão ajudando. O chefe do Ibama em Rondonópolis, Davi de Almeida Freitas, está sobrevoando o local neste momento para verificar a situação. O incêndio já foi comunicado ao Ibama de Brasília. Em Rondonópolis, o órgão tem hoje disponíveis apenas dois fiscais e um veículo Pampa. O incêndio começou na quinta-feira e foi comunicado ao chefe regional da Funai na região Sul, José Pereira de Miranda Filho, pelo chefe do posto localizado na aldeia e teria começado com uma pequena fogueira acesa na noite de quarta-feira, mas as chamas acabaram se transformando num incêndio. A aldeia Tadarimana tem cerca de 11.500 hectares. Em 1999, um incêndio registrado neste mesmo período do ano destruiu 90% da área. As causas nunca foram reveladas.
Incêndio em reserva dos Bororo deve ser controlado ainda hoje
O incêndio na aldeia Tadarimana, localizada a 60 quilômetros de Rondonópolis, pode ser controlado até o final da tarde. A informação é do comandante do Corpo de Bombeiros, tenente coronel João Antônio Dias de Campos, que sobrevoou, agora pela manhã, a área onde vivem 230 índios Bororo. Ele diz que o incêndio tem proporções menores do que havia sido imaginado. "Avaliamos que os focos hoje ocupam 10 hectares da reserva", diz ele. Ao total, a reserva indígena tem 11.500 hectares. Segundo o comandante, as chamas podem ser controladas pela equipe de 15 homens do Corpo de Bombeiros e pelos voluntários. Isso porque o vento está levando o fogo em direção a uma estrada, que serviria de bloqueio natural para as chamas. Mas ele alerta: uma mudança na direção do vento pode fazer o Corpo de Bombeiros a mudar os cálculos. "Se o vento mudar, corremos o risco de perder o controle da queimada", diz ele. Apesar de estar fora da área considerada crítica no que diz respeito às queimadas, Rondonópolis registra um aumento no número de focos, principalmente na zona urbana. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, em julho do ano passado, a cidade registrou 42 focos. Este ano, o número subiu para 53. Hoje pela manhã, uma grande área, localizada às margens da BR-163, no trecho urbano da rodovia, estava em chamas. O resultado disso tudo pode ser visto no céu da cidade, coberto por uma fumaça durante a maior parte do dia. Uma das dificuldades para o combate às queimadas urbanas está na inexistência de um Código Ambiental do Município. O projeto de um código está nas mãos da Procuradoria do Município, que estuda as cláusulas para verificar se não há conflito com outras legislações.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.