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08 de Set de 2016
Fogo devasta 210 mil hectares do Xingu
Keka Werneck, repórter do GD
Um incêndio florestal já queimou, desde 10 de julho, ou seja, há 2 meses, 210 mil hectares do Parque Nacional do Xingu, maior área indígena de Mato Grosso e do Brasil - uma das maiores do mundo.
Isso significa 7,9% do território, que fica ao norte do Estado, área de floresta amazônica.
Do ponto de vista ambiental e sociocultural, é patrimônio brasileiro.
De acordo com Instituto Socioambiental (Isa), ONG de defesa do meio ambiente e dos povos indígenas, "a paisagem local exibe uma grande biodiversidade, em uma região de transição ecológica, apresentando cerrados, campos, florestas de várzea, florestas de terra firme e florestas em Terras Pretas Arqueológicas".
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alega que as chuvas ficaram abaixo da média histórica desde o ano passado e a floresta está muito seca e inflamável.
Afirma ainda que a maior parte do fogo do Alto Xingu está controlada.
O combate tem sido feito por cerca de 80 brigadistas no momento destacados para o combate, sendo nove servidores do Ibama em Brasília; dois do Ibama local, 25 indígenas do Parque Indígena do Xingu, 27 brigadistas do Tiro Quente, em Brasília, 10 brigadistas indígenas do Xerente, em Tocantins, oito de Bordolândia e dois peritos.
Os equipamentos disponíveis são um helicóptero, dois veículos adaptados, um rodofogo, três caminhonetes e Equipamentos de Proteção Individual para todos os combatentes.
O Parque
No Parque Nacional do Xingu, vivem 5,5 mil indígenas de 16 etnias indígenas.
A área foi homologada em 1961, pelo presidente Jânio Quadros, idealizada pelos irmãos Villas Bôas.
São 2.642.003 hectares banhados pelo rio Xingu e seus afluentes.
Está nos limites de Canarana, Paranatinga, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Gaúcha do Norte, Feliz Natal, Querência, União do Sul, Nova Ubiratã e Marcelândia.
"Na década de 80, foram registradas as primeiras invasões de pescadores e caçadores no território. Ao final dos anos 90, as queimadas em fazendas pecuárias localizadas a nordeste do Parque ameaçavam atingi-lo e o avanço das madeireiras instaladas a oeste começou a chegar perto dos limites físicos definidos pela demarcação", diz trecho de documento do Isa sobre o Parque.
Por isso, a fiscalização da área, marcada em 11 postos de vigilância, é assunto preocupante para os povos xinguanos.
O Parque é de responsabilidade do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
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