A Crítica-Manaus-AM
Autor: Maura Campanili
01 de Mai de 2003
A floresta tropical da Amazônia receberá metade dos recursos da cooperação financeira firmada com o Governo alemão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou acordo de cooperação financeira entre Brasil e Alemanha para mais uma etapa do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7). Com a publicação do convênio no "Diário Oficial da União" de anteontem, os 66,4 milhões de euros (mais de US$ 70 milhões ou aproximadamente R$ 200 milhões), do Instituto Alemão de Crédito para a Reconstrução (KfW), podem ser utilizados pelo Ministério do Meio Ambiente e Governos Estaduais.
Para projetos em área de Mata Atlântica no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão destinados cerca da metade dos recursos. O restante é para programas federais de manejo florestal sustentável, combate às queimadas e reservas indígenas na Amazônia.
Segundo Aurélio Vianna, coordenador do PPG7, "o acordo demonstra o crédito ao trabalho desenvolvido pelo Brasil. Esses recursos chegam em um bom momento, pois o Programa Piloto está em transição". Entre os programas beneficiados estão os Corredores Ecológicos, Projetos Demonstrativos para Comunidades Indígenas (PDP/I), Projeto Integrado de Monitoramento e Controle de Desmatamento e Queimadas na Floresta Amazônica (Prodesque) e Projeto de Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia (Promanejo).
Governo Britânico
Outros três projetos de proteção ambiental no Brasil foram beneficiados, neste mês, com a liberação R$ 900 mil do Programa de Projetos Ambientais (PPA) do Ministério Britânico das Relações Exteriores, que está concedendo R$ 7,5 milhões para 57 projetos em diversas partes do mundo.
O projeto Conservação florestal, manejo e monitoramento da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Urariá, no Paraná, receberá cerca de R$ 525 mil e será implementado pela Conservation International do Brasil (CI-Brasil).
O segundo beneficiado é o projeto Sons da Floresta, da Organização Ambientalista Amainan Brasil, cujo objetivo é incentivar produtores, consumidores e estudantes do setor de instrumentos musicais do Brasil a investir e participar da conservação a longo prazo das espécies e hábitats florestais ameaçados de extinção. Os cerca de R$ 142 mil serão aplicados, também, em estratégias para seu uso sustentável.
Foi contemplado ainda o Programa de Treinamento e Pesquisa do Dossel da Floresta Tropical, do Global Canopy Programme, que receberá R$ 225 mil para promover a capacitação no Brasil para a exploração da biodiversidade do dossel florestal, sua composição, funções, valores e contexto político. Os cursos serão administrados pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em colaboração com a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual de Santa Catarina (Uesc).
Há um mês, o Governo britânico já havia anunciado o financiamento, pela Iniciaa In Darwin, administrada pelo Ministério Britânico do Meio Ambiente, de R$ 1,5 milhão para projetos de biodiversidade no Brasil.
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