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Florestas do estado do RJ vão integrar levantamento nacional

Serviço Florestal Brasileiro - http://www.florestal.gov.br/
15 de Ago de 2013

Conhecer a quantidade das florestas que existem no Rio de Janeiro e a diversidade de suas espécies são alguns dos objetivos do Inventário Florestal Nacional (IFN), ação fruto de uma parceria entre o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) que começa a ser implementada no estado.

As equipes que farão o IFN vão percorrer os 43.700 km² do estado para levantar informações sobre as florestas e também sobre a relação das pessoas com esse recurso natural. Dos dias 13 a 20/08, esses profissionais passam por um treinamento que mostrará como esse trabalho deve ser realizado na prática, pois a metodologia do Inventário é única no país para que os dados entre os estados sejam comparáveis.

Após a capacitação, os 15 engenheiros florestais, biólogos e técnicos iniciarão o trabalho de campo que deve durar oito meses. Dessa atividade, surgirão dados inéditos sobre a riqueza florestal dessa região do país, que abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, bioma considerado um dos mais ameaçados do mundo e do qual restam menos de 10% da cobertura original.

"O estado do Rio terá uma ferramenta para conhecer a composição das florestas, a diversidade de espécies, e o estado de conservação dos recursos florestais, por exemplo", afirma o gerente de Informações Florestais do SFB, Daniel Piotto. Os resultados devem auxiliar na elaboração de políticas públicas de uso e conservação, como na área de ordenamento territorial.

O IFN será repetido em todo o Brasil a cada cinco anos, o que permitirá o monitoramento contínuo das florestas. Os dados desse levantamento que começa este mês no RJ integrarão o primeiro ciclo do IFN. "Esse primeiro levantamento vai trazer a linha de base do IFN, que será o referencial para as comparações ao longo dos anos", diz Piotto.

Como é

O Inventário será realizado em 280 pontos do estado, principalmente nas regiões de manguezais, florestas de restinga e florestas interioranas. A grade de pontos do IFN no Brasil abrange mais de 22 mil pontos. Nesses locais, equipes levantarão um conjunto de informações como altura e diâmetro de árvores, presença de epífitas (plantas que vivem sobre as árvores, como orquídeas e bromélias) e quantidade de serrapilheira (matéria orgânica sobre o solo). Também terão de coletar material botânico (folhas, frutos e flores) e amostras de solo, por exemplo.

Como o Inventário também deseja conhecer como as pessoas vêem e se relacionam com as florestas, moradores que residam nas proximidades dos pontos do IFN serão entrevistados. "Além dos dados biofísicos, queremos entender o que a população pensa sobre as florestas", afirma Piotto.

O IFN já foi realizado em Santa Catarina e no Distrito Federal. Hoje, está em curso no Paraná e no Rio Grande do Sul. O Ceará e o Rio Grande do Norte começam o levantamento ainda este ano.

http://www.florestal.gov.br/noticias-do-sfb/imagens-do-mural/florestas-…

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