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Fitoterapia da Klabin recebe premio

GM, Carreiras, p.A14
28 de Set de 2004

Fitoterapia da Klabin recebe prêmio
A decisão da Klabin de estudar a biodiversidade de suas florestas nativas acabou por beneficiar a empresa e seus funcionários. Dos 85 mil hectares de mata mantidos pela empresa no município de Telêmaco Borba, no Paraná, saem hoje 61 medicamentos fitoterápicos e fitocosméticos que beneficiam 15 mil pessoas da região.
São 4.580 funcionários da principal fabricante e exportadora brasileira de papel para embalagem e familiares que recebem do serviço médico produtos para tratar a metade dos problemas de saúde que apresentam. São remédios para gripes, resfriados, ferimentos e lesões de pele, dispepsias, diarréia e hipertensão arterial leve.
Desde 1984, quando começou o projeto de utilização de produtos florestais não madeireiros, ainda de forma artesanal, a Klabin já catalogou 240 espécies em suas matas, 130 com interesse farmacêutico, contou o diretor de assuntos estratégicos, Reinoldo Poernbacher. Atualmente são desenvolvidos nos laboratórios da empresa 30 fitoterápicos e outros 31 fitocosméticos como gel redutor de celulite ou creme para as mãos. A linha de fitocosméticos foi batizada com a marca Phytosphera.
A iniciativa rendeu à Klabin este mês o Prêmio Vida Profissional, criado este ano pela Sodexo Pass como reconhecimento às melhores práticas de gestão de pessoas desenvolvidas por empresas brasileiras. Segundo a Klabin, mais de 200 empresas participaram da seleção e dez ficaram para a final. Por enquanto, a Klabin tem as autorizações necessárias para conceder o benefício apenas para os funcionários da unidade Monte Alegre, de Telêmaco Borba.
No total, são 12,8 mil funcionários em 18 unidades em oito estados do Brasil e uma na Argentina. No ano passado, a receita líquida da Klabin somou R$ 2,37 bilhões. No primeiro semestre de 2004 foi de R$ 1,29 bilhão, 11% superior à de igual semestre de 2003.
A produção de fitoterápicos e fitocosméticos ganhou escala de manipulação em 1989. Poernbacher afirma que os estudos são feitos em parceria com universidades. A área preservada pela Klabin hoje é muito superior às exigências impostas para as empresas que trabalham com florestas planejadas, como é o caso da empresa que planta principalmente pinus para a produção de papel e também para venda a terceiros, particularmente para a produção de móveis.
"A decisão de manter essa área foi tomada há cerca de 60 anos até que uma farmacêutica da empresa resolveu pesquisar a biodiversidade e o negócio foi se desenvolvendo", diz Poernbacher. Ele acrescenta que hoje, apesar de estar acima das exigências da legislação e da necessidade de ampliar as florestas planejadas para abastecer as fábricas de celulose e papel da empresa, ninguém cogita reduzir esse espaço.
O executivo ressalta a importância dessa área no contexto do desenvolvimento sustentado e na questão ambiental. "Manter parte da cobertura vegetal original é importante para a própria floresta plantada já que promove um equilíbrio natural. Se há um predador há também um inimigo natural para o predador reduzindo a utilização de herbicida e pesticida."
O empreendimento de fitoterapia da Klabin foi o primeiro a receber um certificado internacional sobre manejo de plantas medicinais e cadeia de custódia de fitoterápicos e fitocosmésticos, emitido pelo Forest Stewardship Council (FSC) para todos os produtos. O que mostra que a empresa mantém suas atividades florestais dentro dos mais elevados padrões internacionais de conservação ambiental e sustentabilidade socioeconômica.
A Klabin abriu este mês seu programa de trainees para 2005. As inscrições podem ser feitas até 4 de outubro no site www.acrossrh.com.br/klabin.

GM, 28/09/2004, p. A14

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