O Globo, O País, p. 18
18 de Out de 2008
Fazendeiro Darly vai passar o Natal em casa
Justiça permite prisão domiciliar por 90 dias para tratamento médico
Jairo Barbosa
Especial para O Globo
Condenado pelo assassinato, há 20 anos, do líder seringueiro Chico Mendes, o fazendeiro Darly Alves da Silva, de 71 anos, deixou o presídio estadual para cumprir prisão domiciliar na Fazenda Paraná, em Xapuri, a 180 km da capital do Acre. Ele foi liberado no fim de setembro, sob a alegação de necessitar de cuidados especiais em decorrência de uma gastrite crônica. O benefício foi concedido por 90 dias, até 26 de dezembro.
O benefício tinha sido negado pela juíza da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, Maha Kouzi Manasfi. Ela considerara que o presídio oferecia as condições necessárias ao tratamento. O advogado do fazendeiro, Heitor Andrade Macedo, entrou com recurso na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Seguindo o voto do relator, desembargador Feliciano Vasconcelos, os demais decidiram atender o pedido da defesa. A defesa de Darly alegou que, apesar de oferecer a dieta alimentar necessária, o presídio não dispõe da estrutura ambulatorial para tratar de um paciente crônico.
Durante a prisão domiciliar, Darly só poderá se deslocar com escolta. Ele e o filho Darci Alves foram apontados como mandante e autor, respectivamente, da morte de Chico Mendes. Darly tem ainda outra condenação da Justiça Federal de Santarém (PA), por uso de documentos falsos num empréstimo bancário enquanto esteve foragido.
O Globo, 18/10/2008, O País, p. 18
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