JB, Pais, p.A6
13 de Abr de 2004
Fase rebate denúncias de venda de mogno
Empresa nega que tenha fixado, com a Cikel, valor da madeira
A Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) esclarece, em nota, reportagens publicadas no JB ontem e no domingo:
- A doação (com encargos) de mogno apreendido no Pará golpeou a exploração ilegal de madeira na região e, por isso, não nos surpreende que os poderosos interesses atingidos reajam ao avanço que significou a aliança inédita entre o governo federal, o Ministério Público, as ONGs e o movimento social da região - afirma a Fase, na nota.
A Fase diz, no comunicado, que sua escolha como donatária do mogno apreendido deu-se em função da indicação dos movimentos sociais da região, visto ser ela entidade que desenvolve trabalhos de educação popular na Região Amazônica há cerca de quatro décadas.
Afirma que o fato de o governo federal escolher o mogno como caso exemplar sinaliza disposição de enfrentar as práticas predatórias e insustentáveis de exploração da madeira na Amazônia.
E também observa, na nota, que destinará integralmente os recursos decorrentes do processamento e comercialização do mogno à constituição e operação de um fundo com representantes de organizações da região do mogno apreendido.
No contexto paraense, e nas circunstâncias em que se procedeu ao beneficiamento e comercialização do mogno apreendido, a Fase procedeu às escolhas necessárias dentro do limitado leque de opções, tendo firmado um contrato com uma empresa certificada com o '' Selo Verde''.
A Fase nega que ela e a Cikel teriam determinado sozinhas o valor da madeira. Houve também o acompanhamento de todo o processo por parte do MP Federal, desde a concepção da solução até a criação do fundo.
JB, 13/04/2004, p. A6
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