OESP, Especial/Focas, p. H4
05 de Dez de 2009
Faltam árvores,sombra e ar fresco nos parques lineares da periferia
Quando se pensa em parque, a imagem que vem à mente é, no mínimo, de uma área arborizada. Equipamentos de lazer também são desejáveis. O cenário real, porém, é bem diferente, principalmente em alguns dos chamados parques lineares, construídos no entorno de rios ou córregos da capital. Ao lado dos tradicionais, os lineares fazem parte do Programa 100 Parques para São Paulo, da Prefeitura, que pretende implantar novas áreas verdes até 2012.
Descontentes com a falta de estrutura desses espaços que proporcionam pouca sombra, por falta de árvores de porte adequado, e não possuem itens básicos como lixeiras, frequentadores dizem que os lineares não têm "cara de parque".
O Tiquatira, na Penha, zona leste, é um deles. São 320 mil metros quadrados ao longo do córrego de mesmo nome. Apesar do tamanho, bancos e mesas em bom estado são raros.
Há longos trechos sem um único local para sentar. Os poucos brinquedos já mostram sinais de ferrugem. Falta lixeira e sobra lixo. O único ponto que parece cuidado é o quarteirão da pista de cooper, que conta com árvores e mesinhas. O restante do espaço tem pouca sombra, pois aguarda o crescimento das mudas plantadas entre 2008 e 2009.O cheiro forte do córrego, e que piora com o calor,incomoda quem passa. Quando chove forte, o parque inunda. "Se fosse arrumado, teria mais gente aqui", diz Leandro Santos Viana, morador da região.
O Parque Linear Rapadura é outro. Fica na Vila Formosa, ao longo do córrego Rapadura.
Apesar dos 70 mil metros quadrados de área, a maior parte dos moradores nem sabe que ali é um parque. A reportagem só descobriu que o espaço com poucos bancos, mesas e quase nada de árvores era o tal parque quando já estava nele há 1h30."Essa praça virou parque?" Margarete Araújo, que mora na região há 26 anos, não sabia. O Rapadura custou R$ 1,38 milhão à Prefeitura.
Segundo a diretora de planejamento da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Alejandra Devecchi, parque linear tem conceito diferente, outra estrutura, como o espaço aberto, sem portões.
"O objetivo é recuperar fundos de vale e córregos. Na construção, a área é impermeabilizada e o solo fica em melhor condição." A manutenção, diz ela, é feita regularmente e fiscalizada pela Prefeitura.
Wanise Martinez
OESP, 05/12/2009, Especial/Focas, p. H4
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.