OESP, Cidades, p.C3
01 de Fev de 2005
Falta muito nos 7 novos parques
Áreas criadas por Marta nem têm funcionários, diz secretário
Rosa Bastos e Silvia Amorim
Sete parques entregues no fim do ano passado pela ex-prefeita Marta Suplicy estão inacabados, sem segurança, limpeza nem funcionários. A informação é do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. "Eles foram inaugurados entre o Natal e o réveillon, mas alguns locais estão fechados porque não têm guardas nem funcionários."
Ele disse que não há prazo para resolver a situação, uma vez que a nomeação de pessoal está proibida pelo prefeito José Serra - a medida faz parte do pacote de contenção de gastos e é por tempo indeterminado - e faltam recursos para concluir obras e comprar materiais e móveis. "A prioridade da minha secretaria é pagar dívidas com fornecedores e prestadores de serviços que chega a R$ 17 milhões." Para piorar, não há no orçamento deste ano recursos previstos para a manutenção desses novos parques. "Vamos ter que tirar de algum lugar, mas não sabemos de onde", disse Jorge.
Para outros 32 parques existentes há cerca de R$ 13 milhões reservados para despesas de manutenção. O secretário não soube informar quanto seria necessário para manter as novas unidades.
O ex-secretário do Meio Ambiente Adriano Diogo disse que nos quatro anos da gestão petista foram feitos oito parques novos, todos em parceria com a iniciativa privada. Segundo explicou, os parques são criados primeiro "na forma da lei", ou seja, no papel. Em seguida, a área é demarcada e cercada com gradil. Depois é feito um projeto que vai sendo desenvolvido por partes. "Um parque demora anos para se estruturar e consolidar."
"Depois de 50 anos, fizemos uma última obra no Parque do Ibirapuera, o auditório de música", disse Diogo. "O parque agora tem um plano diretor, mas ainda está longe, longe, longe de ser considerado pronto. O Parque do Carmo tem mais de 30 anos e não está consolidado."
Parcerias
De acordo com o ex-secretário, o Parque Toronto, em Pirituba, com lago natural, inaugurado na gestão de Luiza Erundina, 14 anos depois estava decomposto e foi todo refeito, inclusive a barragem. "O Raposo Tavares, no Butantã, construído sobre um aterro sanitário só agora está se livrando do líquido proveniente da decomposição subterrânea do lixo."
Como a verba orçamentária que dispunha era pequena, Diogo disse que contou com a ajuda de parceiros. "Eles plantavam árvores, faziam obras, colocavam os brinquedos." Alguns parques foram feitos como compensação ambiental - obrigatória quando há derrubada de árvores para realização de obras públicas ou particulares.
Mas admite que não ficaram prontos mesmo e que há muito por fazer. "Não é só com dinheiro de orçamento que se trabalha. Por que não buscam parceiros para ajudá-los?"
OESP, 01/02/2005, p. C3
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