O Globo, Ciência e Vida, p. 37
28 de Abr de 2004
Falta de saneamento e água potável mata 1,6 milhão por ano, diz OMS
Dois novos relatórios divulgados ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 2,4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a saneamento básico. Cerca de um bilhão não dispõem de água potável. O resultado é que 1,6 milhão de pessoas - a grande maioria crianças - morrem a cada ano por doenças relacionadas à falta de saneamento e de água potável.
Estudo realizado pelo Instituto Tropical Suíço e divulgado ontem pela OMS, entretanto, apresenta uma abordagem diferente do problema ao destacar os benefícios econômicos que o o mundo teria, sobretudo os países em desenvolvimento, se as metas de saneamento e água potável fixadas pela OMS forem alcançadas.
O estudo estima que um investimento adicional anual de US$ 11, 3 milhões nesta área resultaria num benefício econômico da ordem de US$ 84 bilhões anualmente. Dependendo da região, os benefícios oscilariam de US$ 3 a US$ 34 por cada US$ 1 adicional investido. Isso ocorreria, sustenta o estudo, porque pessoas que têm acesso a água limpa e saneamento adoecem com menos freqüência.
Essas pessoas custam menos ao sistema de saúde, além de terem vida mais produtiva. Com esse investimento, sustentam os cientistas, o número de casos de diarréia (a maior responsável pela morte de crianças) seria reduzido em 10%.
- Essa notícia é excelente - afirmou Kerstin Leitner, diretor-assistente de Desenvolvimento Sustentável da OMS. - Revela os benefícios econômicos de se investir em saneamento.
Num segundo relatório lançado ontem, a OMS lista experiências bem-sucedidas na área de saneamento em algumas das regiões mais pobres do mundo, sobretudo na África. A idéia do documento é mostrar que pequenas iniciativas podem funcionar para reduzir o problema.
O relatório cita como exemplo de experiência bem-sucedida os sistemas sanitários comunitários adotados em algumas favelas brasileiras.
O Globo, 28/04/2004, Ciência e Vida, p. 37
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