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Falta de dinheiro engessa a Funai

A Tribuna
18 de Out de 2006

A Fundação Nacional do Índio (Funai) está encontrando dificuldade para viabilizar suas ações que deveriam ser executadas no decorrer do exercício de 2006, em todo o País. A administração da Funai garante que a instituição nunca amargou tamanha falta de recursos e que o último repasse feito à Funai foi em junho deste ano. Segundo o administrador substituto da instituição no Acre, Júlio Kaxinawá, o repasse de junho foi algo em torno de R$ 200 mil, dos R$ 600 mil orçados para os gastos anuais. Acrescentou que, sem dinheiro para manter as funções administrativas, até a internet já foi cortada e que o telefone ainda funciona, porque a administração negociou diversas vezes com a operadora.

Entre os muitos prejuízos registrados, de acordo com o administrador substituto, destaca-se a suspensão dos projetos de apoio às atividades produtivas nas aldeias. Enfatizou ainda que a falta de dinheiro comprometeu, inclusive, a compra de materiais básicos para a produção, como enxadas, machados, terçados e outros implementos agrícolas. "Sem equipe no campo, os trabalhos de identificação de áreas indígenas para demarcação também estão parados. O Acre e o sul do Amazonas têm hoje 17 povos indígenas, totalizando 16 mil índios", afirma o administrador Júlio Kaxinawá.

Na região, existem 52 terras demarcadas e 15 em processo de demarcação. Diante da crise, segundo Júlio Kaxinawá, o governo federal garantiu que a liberação dos recursos acontecerá até o dia 20 deste mês. A falta de recursos, segundo o administrador, abrange as administrações de todo o País e, para que se tenha uma idéia, nesta quarta-feira, fará um mês que a Funai do Estado de Rondônia está fechada. (I.N.)

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