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Exposição "Brasil: Terra Indígena" segue em cartaz no Museu Goeldi até 28 de dezembro, em Belém

A Critica - https://www.acritica.com
16 de Dez de 2025

Em cartaz desde há pouco mais de um mês no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém, a exposição "Brasil: Terra Indígena" entra na última fase de visitação e pode ser apreciada pelo público até o dia 28 de dezembro. A mostra apresenta a história da presença cultural dos povos indígenas no território nacional e evidencia seu protagonismo na relação sustentável com a terra e na formação da identidade brasileira. A curadoria reúne a produção cultural de mais de 300 povos indígenas que habitam os 26 estados e o Distrito Federal.

"Valorizar e reconhecer o protagonismo indígena, especialmente no período em que o mundo todo está reunido no Brasil para pensar os futuros que queremos construir, é uma oportunidade única de conectar o país com a sua história e o mundo com as identidades brasileiras, em sinergia com a atuação da Vale para fortalecer e visibilizar a diversidade da nossa cultura e com a nossa presença na Amazônia há 40 anos, como agente de desenvolvimento", diz Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

Produzida pelo Instituto Cultural Vale, por meio do Centro Cultural Vale Maranhão, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, com patrocínio da Vale e realização do Ministério da Cultura via Lei de Incentivo à Cultura, a exposição apresenta mais de 2 mil peças em exposição, como cestarias, cerâmicas e indumentárias de povos indígenas de todos os estados do país.

Além da expressão material dos povos, a curadoria, realizada coletivamente, contempla a obra fotográfica de 45 artistas indígenas, que registraram o cotidiano e a presença de importantes lideranças indígenas da atualidade. A parceria com o Instituto Moreira Salles enriquece o conteúdo da mostra ao trazer imagens etnográficas e históricas de povos indígenas produzidas por grandes nomes da fotografia nacional, como Maureen Bisilliat e Marcel Gautherot.

Com apoio do Instituto Moreira Salles, a mostra reúne produção cultural, artefatos e fotos de mais 300 povos indígenas | Créditos: Thiago Felipe Diniz

Para o curador e diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez, "Brasil: Terra Indígena" é uma convocatória. "Uma afirmação da presença dos povos originários, que seguem criando o país com suas culturas e suas lutas. No contexto da COP 30, quando o mundo se volta à Amazônia e às urgências climáticas, esta exposição reafirma: não haverá futuro sustentável sem os povos indígenas", explica.

Emanoel de Oliveira Junior, coordenador de museologia do Museu Goeldi, explica que o visitante é convidado a ver, ouvir e sentir a força de culturas indígenas que sustentam a vida. "Precisamos reconhecer e integrar essa visão de mundo, não como herança, mas como ciência para futuros possíveis", enfatiza.

Dentre os diversos temas abordados, "Brasil: Terra Indígena" apresenta as línguas indígenas existentes no Brasil em um mapa inédito, desenvolvido especialmente para a exposição, e mostrando também as cosmovisões dos povos originários. A Amazônia concentra quase duas centenas de línguas ainda faladas, muitas delas ameaçadas.

Segundo o diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, é muito simbólico o fato de Belém, uma das portas de entrada para a Amazônia, ter sido escolhida para simbolizar o compromisso do Brasil no combate às mudanças climáticas com a realização da COP30, destacando a região como solução para a crise global. "A exposição amplifica esse simbolismo, instalada no Parque do Museu, ela ressalta que Belém é também um "museu vivo" da herança indígena. Murais, fotografias e instalações dialogam com a biodiversidade amazônica e as heranças indígenas", analisa.

A exposição "Brasil Terra Indígena" reúne mais de 2 mil peças em exposição, como cestarias, cerâmicas e indumentárias de povos indígenas de todos os estados do país | Créditos: Thiago Felipe Diniz

A coleção de artefatos apresentada é fruto de relacionamento e construção colaborativa com os diversos povos originários brasileiros ao longo dos anos, e conta com empréstimos importantes dos acervos etnográficos e arqueológicos do MPEG. As peças contam sobre cosmologias, histórias e narrativas de luta que estruturam a identidade brasileira, reconhecendo a centralidade da "Terra Indígena" na própria noção de território nacional.

Iniciativas fortaleceram cultura do Pará na COP

A exposição "Brasil: Terra Indígena" se somou a uma série de iniciativas realizadas, articuladas e patrocinadas pela Vale em Belém no contexto da COP30.

Inaugurado em outubro, o Museu das Amazônias, do qual a Vale é parceira estratégica, é um marco da requalificação urbana da área portuária de Belém e um dos principais legados da Conferência Mundial à capital paraense. Dedicado à cultura, ciência e sustentabilidade, já foi visitado por mais de 25 mil pessoas.

Já em sua segunda edição, a Bienal das Amazônias reúne mais de 74 artistas da Pan-Amazônia e Caribe, com obras que atravessam territórios, memórias e linguagens nos oito mil metros quadrados do Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) - espaço de antigo prédio comercial revitalizado também com apoio da Vale.

A preservação e recuperação do patrimônio histórico e cultural é um eixo de atuação da Vale na cultura, que se fortalece com o primeiro restauro da Basílica Santuário de Nazaré em mais de 100 anos de História, em uma iniciativa que reuniu cerca de 100 profissionais; e a entrega da primeira fase da recuperação do Conjunto dos Mercedários UFPA, um dos marcos arquitetônicos de Belém.

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