VOLTAR

Expedição no Xingu busca mudanças de índios do Brasil

24HorasNews
07 de Abr de 2007

A "Expedição Coração do Brasil" foi criada para aprender mais sobre as mudanças nas vidas dos primeiros brasileiros, os descendentes dos povos que habitaram o continente sul americano pela primeira vez há 12 mil anos.

Hoje, eles ocupam uma pequena porção do Brasil, e foram reduzidos a meros 350 mil, uma proporção ínfima da população que os europeus encontraram quando desembarcaram no país no século XV.

Muitas das tribos tentaram durante gerações evitar o contato com a sociedade brasileira, mas com a contínua invasão das fronteiras de suas terras tradicionais, tribos e mais tribos foram forçadas a aceitar o contato e encontrar maneiras de conviver com os novos vizinhos.

Hoje, mesmo as poucas tribos "não-contactadas" que ainda restam usam produtos fabricados que foram obtidos em trocas comerciais ou apreendidos em ataques.

A expedição vai explorar uma região protegida que forma uma das maiores áreas contínuas de terra no planeta.

A maior parte da bacia do rio Xingu é considerada uma combinação de reservas indígenas, parques nacionais e estaduais, estações ecológicas, reservas extrativistas e outras unidades que, juntas, formam um território do tamanho da Grã-Bretanha.

Cerrados

O centro geográfico do Brasil, inclusive, fica nessa área.

Em tese, isso significaria que os cerrados abertos, suas florestas tropicais densas e águas doces límpidas, a fauna, a flora e a população indígena deveriam estar protegidas dos tratores e serras elétricas. Na prática, no entanto, é difícil conseguir isso.

O rio Xingu percorre mais de 2 mil quilômetros de sul a norte, desembocando no início do delta do rio Amazonas, próximo (em dimensões amazônicas) da barra do rio, no Oceano Atlântico.

A foz do Xingu fica nos cerrados, que em grande parte foram transformadas em pastagens e plantações. Nos últimos anos, o processo foi acelerado pelo aumento na demanda mundial por proteína de soja barata.

Nos próximos quatro a cinco meses, a expedição vai percorrer o rio desde os cerrados, através da floresta, pelos vales profundo e corredeiras pedregosas.

A maior parte do caminho será em terras indígenas, mas a expedição também vai testemunhar os efeitos da criação extensiva de gado e da agricultura industrial.

Esperamos que você nos acompanhe nos altos e baixos dessa viagem.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.