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Exército irá elaborar estudos técnicos da BR-163

Midianews-Cuiabá-MT
08 de Set de 2003

O Instituto Militar de Engenharia do Exército será contratado pelo Ministério dos Transportes, em dez dias, para iniciar os estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Impactos Ambientais da obra de pavimentação dos 756 Km da BR-163 que ligam Guarantã do Norte (MT) até Miritituba (PA).

A obra, idealizada pelo governo do Estado de Mato Grosso, será tocada por consórcios formados por produtores rurais e empresários. Engloba a participação de dois ministérios, cinco governos estaduais e prevê investimentos da ordem de R$ 175 milhões, a serem financiados pelo Fundo Constitucional do Norte (FCN), do Ministério da Integração Nacional.

"Não vamos desmatar matas ciliares, não vamos invadir áreas ecológicas e não vamos permitir que um único hectare de terras indígenas seja usurpado para a conclusão da obra. Vamos seguir rigorosamente as orientações do Exército", afirmou o governador Blairo Maggi, ao receber a notícia do ministro dos Transportes, Anderson Adauto.

O governador ressaltou que o objetivo do Estado é criar um corredor para o escoamento da produção, e não aumentar a devastação ambiental na Amazônia. "Vamos seguir todos os rituais, sem deixar passivos ambientais, até porque o mundo está olhando para esta obra. E é por isso que ela não estará concluída antes de 2005", justificou.

Conforme estudos preliminares do Governo do Estado, a conclusão da rodovia irá gerar uma economia de US$ 46 milhões/ano no frete de soja para os produtores de Mato Grosso, com a redução do frete em US$ 38/tonelada. Também irá descongestionar portos no sul do País que, em época de escoamento de safra, ficam lotados ocasionando atrasos e perda de competitividade.

A obra proporcionará também a economia de US$ 40 milhões/ano sobre estoques e capital de giro para empresas do Pólo Industrial de Manaus, com a diminuição média de três dias da viagem até os grandes centros consumidores, a redução de até 30% do preço final de bens de consumo e de alimentos e a geração de empregos nos setores de serviço e da agricultura, entre outros benefícios.

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