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Exército e agentes combaterão o crime

Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
29 de Abr de 2003

Governo quer unir as duas forças para atuar, principalmente, nas zonas de fronteira

O governo vai unir Exército e Polícia Federal no combate ao crime organizado não só na Amazônia e Rio, mas em todo o País, principalmente na região de fronteira. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em Tabatinga (AM), onde as duas instituições já atuam juntas. Durante visita a instalações da Operação Cobra (junção das sílabas iniciais de Colômbia e Brasil), ele anunciou que pelo menos mil das 4 mil vagas no concurso que a PF vai fazer este ano, serão destinadas à região Norte. "Nossa intenção é estar presente. Onde o Estado não chega, o crime toma conta."

Segundo o ministro, as ações não serão só de repressão, mas também sociais.

"Temos um exemplo disso na Operação Cobra, que diminuiu o tráfico e faz um trabalho com a população que está ameaçada pelo narcotráfico", afirmou. Ele se reuniu com o comandante da 16.ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), sediada na cidade de Tefé (AM), general Joaquim Silva e Luna, para discutir novas ações de cooperação.

Uma das intenções das duas instituições é colocar em uma mesma unidade soldados do Exército e agentes federais. "Nós podemos ajudar a fazer as prisões, enquanto a PF fará sua função normal de polícia, que é autuar", diz Silva e Luna.

O governo já criou uma comissão que está estudando as formas de atuação.

Ontem, Thomaz Bastos anunciou a liberação pela União de R$ 15 milhões para a PF. Parte dos recursos será usada no programa de atuação conjunta e nas Operações Pebra (Peru e Brasil) e Vebra (Venezuela e Brasil), que foram lançadas oficialmente ontem, como antecipou o Estado.

Além disso, novos postos avançados serão instalados em maio: quatro no Acre, quatro em Roraima e três no Amazonas. A PF, em cerca de 60 dias, estará totalmente integrada ao Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

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