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Executivos de petroleiras são retidos

OESP, Vida, p. A25
18 de Mar de 2012

Executivos de petroleiras são retidos
Novo vazamento de óleo faz Justiça Federal determinar que 17 funcionários das empresas Chevron e Transocean não deixem o País sem autorização

ALFREDO JUNQUEIRA , MARIANA DURÃO / RIO

Dezessete executivos e funcionários das empresas Chevron e Transocean investigados pelos vazamentos de petróleo na Bacia de Campos em novembro de 2011 e na semana passada estão impedidos pela Justiça Federal de sair do Brasil. Entre eles está o presidente da Chevron no País, George Buck. A 4.ª Vara Federal Criminal do Rio concedeu, anteontem à noite, a liminar pedida pelo procurador da República em Campos (RJ), Eduardo Santos de Oliveira.
Na decisão, o juiz Vlamir Costa Magalhães destacou o interesse público diante da gravidade dos fatos supostamente ilícitos apurados. Segundo ele, a possível saída dos executivos do Brasil geraria sério risco à investigação. "Tais indivíduos possuem, aparentemente, nacionalidade estrangeira ou condições econômicas e palpáveis motivos para querer deixar o País", afirma o documento.
Além de Buck, estão na lista 5 brasileiros e 11 estrangeiros (entre eles americanos, franceses e australianos), funcionários da Chevron e da Transocean, que operava a plataforma. Eles devem entregar seus passaportes à Justiça Federal de Campos. Pela manhã, a Chevron disse não ter sido notificada da decisão.
A denúncia do procurador foi elaborada com base no inquérito da PF sobre o vazamento de novembro. O novo incidente, anunciado pela Chevron na quinta, pode resultar no indiciamento de outros funcionários.
"Esse novo vazamento e o pedido para suspender as atividades no Brasil demonstram o grau de envolvimento e negligência da empresa. A alegação de que querem fazer novos estudos geológicos no local é brincadeira", disse Oliveira. Para ele, esse pedido equivale à renúncia de mandato de um político envolvido em denúncias de corrupção. Ele também disse que cobrará explicações da ANP, caso o pedido seja aprovado.
Mancha de 1 km. A Marinha informou ter identificado uma mancha de cerca de 1 quilômetro de extensão na região próxima ao novo vazamento ligado à petroleira americana. A nova mancha de óleo foi avistada anteontem por um inspetor naval da Capitania dos Portos, durante um sobrevoo na área.
Desde novembro de 2011, quando ocorreu o primeiro vazamento no Campo do Frade, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação formado por Marinha, Ibama e Agência Nacional do Petróleo (ANP) segue verificando as ações de resposta da Chevron ao acidente.
Autoridades prometem fiscalizar os procedimentos adotados pela empresa para a dispersão dessa mancha. Após novos sobrevoos, o caso será discutido em reunião nesta semana.

OESP, 18/03/2012, Vida, p. A25

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